Não espero que se desculpe

1075 Palavras
Dominico chegou bem na hora do jantar e novamente, Nikole não estava à mesa. - Nikole não vem jantar? - Ela jantou mais cedo e já se recolheu. Ivana informou, notando o desgosto do rapaz. - Deve estar muito cansada, ficar esses dias todos no hospital é desgastante. Ele não respondeu e se sentou para jantar. - Não tem problema, desde que esteja bem e segura, vamos deixar passar. Arturo mencionou com calma. - Eu fiz o jantar Dom! Espero que goste. Olhando para a comida ele duvidou da capacidade de Sofia. De todo a comida não estava r**m, mas longe de se dizer que estava ótima. - Gostou Dom? - Está bom se levar em consideração que está aprendendo. Com o tempo, tenho certeza que se sairá muito bem. Acostumada a ser o centro das atenções e ainda por cima, tinha uma queda por Dominico. O comentário deixou Sofia chateada, o incrível e que, ela resolveu que iria se esforçar para agradar o homem. Dom subiu após o jantar e foi procurar Nikole no quarto de hóspedes, vendo que estava vazio supôs que ela tivesse voltado ao hotel. - Vai sair Sr Dominico? - Nikole deve ter voltado ao hotel, verei se a encontro. - Há não, Nikole está no quarto da avó. - Mas lá m*l cabe uma cama. - Ela levou um colchão para por no chão. Disse que não quer deixar Alessa sozinha. Aliviado ele se dirigiu a edícula. Nikole estava sentada do lado de fora concentrada em seu notebook e não percebeu sua aproximação. - Nikole, porque está aqui? - A vovó dormiu, não quero atrapalhar o sono dela. - Eu quero dizer porque não está no seu quarto, dentro da casa? - Achei mais apropriado ficar com a vovó. - Que absurdo! Já providenciei a cuidadora para ela. Assim você pode descansar sem se preocupar. - Em breve vou embora. Quero ter mais tempo com ela. - E o padrinho Nikole? Ele também merece um tempo com você. - Ele não está doente. E eu não sou nada aos olhos dele, prefiro não correr o risco de ser expulsa outra vez. - Baby, não vai acontecer de novo, aquela foi uma situação excepcional. Se aproximou tentando abraca- lá. - Não toque em mim! - Que diabos está acontecendo Nikole? Ele que veio correndo para casa só para vê-la, ficou confuso. Pela manhã ela estava tranquila e receptiva, agora parecia um porco espinho. - Você deveria usar seu charme com sua noiva, não estar correndo atrás de outras mulheres por aí. - Então é isso! Está com ciúmes de Catarina? - Não estou com ciúmes, apenas não acho correto o que você está fazendo. Para sua surpresa, ele permaneceu tranquilo. - Você não entendeu nada. Eu estou disposto a deixar de lado a sua encenação, mas te quero na minha cama baby. Não estou te pedindo um relacionamento sério nem em casamento. O chão que Nikole pisava parecia de borracha, desconhecido e escorregadio. Ela não estava pensando em casamento, mas quase cedeu aos encantado dele. Aos seus olhos ele estava sendo um cafajeste. - Não estou encenando nada. Aqui, você é o único que esconde alguma coisa. A aura dele escureceu tanto que dava medo. Seu olhar era frio e um sorriso assustador pairava em seus lábios. - Eu sei que você não é uma Smiths. Não uma Smiths filha de Demitre Smiths. Você é uma pequena impostora, interesseira que achou que iria enganar o padrinho. O sangue de Nikole ferveu. Não que ela estivesse interessada na herança de seu avô. Mas ser chamada de impostora a deixou furiosa. - Você decidiu que eu não sou, não tem como provar as besteiras que fala. - No fundo, o padrinho sabe que você não é filha de Helena e Demitre. Helena não podia ter filhos, seu quadro de anemia falsiformica não lhe permitiria ser mãe. - Você deveria consultar um psiquiatra, talvez ele tenha cura para seu caso. - Eu conversei com um obstetra. Na condição de Helena, era impossível uma gravidez de auto risco, Ela abortaria antes de completar três meses. Seria humanamente impossível ela aguentar até o parto. - Interessante! Descobriu mais alguma coisa? Realmente sua mãe não estava nas melhores condições para engravidar, por esse motivo passou praticamente toda gravidez de cama e o parto foi induzido assim que ela completou sete meses. Caso contrário mãe e filha poderia não sobreviver. - Você é a cópia exata da madrinha. Acredito que seja algum procedimento cirúrgico - Legal, quando descobrir você volta para falar comigo. Até lá, vê se me esquece. - Estou disposto a te dar o que quiser, basta subir na minha cama. Darei bem mais do que você merece. O tapa que ela deu nele, ressoou na noite. - Não brinque comigo Nikole. Basta eu estalar os dedos e acabo com sua vida. Não me provoque! - Vá para o inferno Dominico Zaffari. Estale os dedos até ficarem tortos. Não me importo, até vou gostar de ver você quebrar a cara. - Eu vou descobrir o que você está escondendo, nem que seja a última coisa que eu faça nessa vida. Então você terá uma vida miserável. - E se você estiver errado? Como vai se retratar comigo? Ela estava tão segura de si que Dominico quase acreditou em sua sinceridade. Mas Lion afirmou que era impossível Helena ter um filho. - É muita audácia, uma vagabunda impostora querer que eu me desculpe. Nikole ficou possessa de raiva, agora queria fazer ele engolir suas palavras junto com sua arrogância. Só tinha uma maneira de fazer isso. Saiu marchando até o banheiro e pegou dois cotonetes, depois passou por ele e foi até a cozinha. Dom ouviu a voz alterada de Ivana e se precipitou para a cozinha. Ainda chegou a tempo de ver Nikole furar a ponta do dedo com uma faca. - Sua louca! O que pensa que está fazendo? Enquanto encharcava os cotonetes com seu sangue, ela respondeu com calma. - Calando essa sua boca grande. Entregou a ele os dois cotonetes antes de sair. - Não vá perder, não vou te dar uma segunda amostra. Depois que pegar o resultado, pode mastigar. Não precisa vir me mostrar o que deu, também não espero que se desculpe. E pedir muito para o grande Dominico Zaffari! Sem ação ele ficou parado com os cotonetes na mão. Pela primeira vez ele admitiu que poderia estar enganado.
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