CAPITULO 2

628 Palavras
CONTINUAÇÃO... Victor subiu as escadas com passos pesados, sabendo que eu o seguiria. Eu sempre seguia. O choro abafado de Maya no quarto ao lado ainda ecoava na minha cabeça enquanto eu limpava as últimas migalhas do chão. Meu braço latejava no lugar onde ele havia apertado. Respirei fundo, ajustei o vestido e subi, cada degrau parecendo uma sentença. Entrei no quarto. Ele já havia tirado a camisa, o corpo marcado por tatuagens e cicatrizes do morro exposto sob a luz fraca do abajur. Seus olhos me percorreram como se eu fosse uma posse que precisava ser lembrada de quem era o dono. — Tira esse vestido — ordenou, a voz rouca de uísque e desejo. Eu obedeci sem dizer nada. Deslizei o tecido pelos ombros, deixando cair ao meus pés. Fiquei ali, de sutiã e calcinha, os braços ao lado do corpo, o olhar fixo no chão. Não tremi. Não reagi. Apenas esperei, como sempre. Ele se aproximou, grande e quente. Suas mãos grandes agarraram minha cintura com força, me puxando contra ele. Senti o volume rígido da sua excitação pressionando minha barriga. Ele inclinou o rosto, beijando meu pescoço com fome, mordendo a pele já marcada da última vez. Eu permaneci imóvel, os músculos relaxados, o corpo frio como uma boneca de pano. — Olha pra mim — ele rosnou, segurando meu queixo e forçando meu rosto para cima. Encontrei seus olhos por um segundo. Não havia desejo nos meus. Apenas vazio. Ele sorriu, aquele sorriso torto que significava que minha frieza só o excitava mais. Com um movimento brusco, ele me jogou na cama de casal. Caí de costas, sem resistência. Arrancou o resto da minha roupa, rasgando a calcinha na pressa. Se livrou da calça dele rapido, o p*u grosso e latejante já babando de t***o. Subiu sobre mim, abrindo minhas pernas com os joelhos sem pedir permissão. — Sempre tão quietinha — murmurou contra minha boca enquanto se encaixava. — Mas é minha. Toda minha. Ele empurrou para dentro de uma vez, fundo e forte. Soltou um gemido rouco de prazer. Eu não emiti som algum. Meu corpo aceitou a invasão, mas eu não me movi. Não levantei os quadris. Não abracei suas costas. Fiquei parada, olhando para o teto, sentindo cada estocada profunda como algo que acontecia com outra pessoa. Ele fodia com vontade, como se quisesse me marcar por dentro. Suas mãos apertavam meus s***s com força, os polegares roçando nos m*****s enquanto ele metia sem parar, ritmado, possessivo, cada vez mais rápido. O suor dele caía sobre minha pele. Seus gemidos enchiam o quarto: grunhidos baixos, palavrões roucos, “p***a, Helena, tão apertada”. Eu permanecia fria. Respiração controlada. Braços ao lado do corpo. Pernas abertas apenas o suficiente para ele se encaixar. Nenhum gemido. Nenhuma contração voluntária. Apenas o som molhado e obsceno do corpo dele batendo contra o meu. Ele virou meu rosto para o lado, mordendo meu ombro enquanto acelerava, cada vez mais bruto. O colchão rangia. A cabeceira batia na parede. Ele gozou com um rugido longo, enterrando fundo, o p*u pulsando enquanto despejava tudo dentro de mim. Ficou ali, pesado, ofegante, o corpo tremendo de prazer. Depois de alguns segundos, saiu de dentro de mim, rolou para o lado e puxou meu corpo contra o dele, possessivo mesmo no cansaço. — Boa menina — sussurrou, beijando minha testa como se tivesse feito amor. Eu não respondi. Fiquei ali, imóvel, sentindo o esperma dele escorrendo entre minhas pernas, o corpo dolorido e a alma ainda mais longe. Enquanto ele adormecia satisfeito, eu voltava a planejar mentalmente. Amanhã. Ou depois. Mas logo. Eu precisava sair dali antes que restasse só isso: um corpo quente que ele usava e uma mulher que já estava morta por dentro.
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