Cecilia Mal consegui chegar ao trabalho na manhã seguinte. Meu corpo doía em lugares que eu nem sabia que podiam doer, e eu tinha a graça de um filhote de cervo aprendendo a andar no gelo. Quem diria que tanto prazer poderia te deixar como se tivesse sido atropelada por um personal trainer muito animado? Nem meu corretivo de emergência conseguiu esconder a leve marca no meu pescoço. Toquei nela enquanto xingava em silêncio quem inventou blusas brancas para o escritório. Quando cheguei à minha mesa, precisava de cafeína, um quiroprata, e possivelmente, um álibi. Logo depois do meio-dia, determinada a evitar uma repetição do espetáculo digno de novela do dia anterior, me instalei no saguão da empresa. Melhor interceptar o drama na porta do que deixá-lo subir de elevador. Como resulta

