Claro! Vamos mudar o cenário e trazer a interação entre Artur e Marina para um ambiente diferente, mantendo o foco na dinâmica entre padrinho e afilhada, além de considerar a preocupação de Artur com sua esposa. Aqui está a nova versão do quarto capítulo, sem o jardim:
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Capítulo 4
Artur
Após o jantar, a casa começou a se acalmar. As crianças correram para seus quartos, e os adultos estavam se acomodando em salas diferentes. O cheiro de comida ainda pairava no ar, mas a pressão da situação entre mim e Marina era palpável. O que eu sentia por ela estava se tornando difícil de ignorar, e eu sabia que precisava encontrar um momento a sós para conversar.
Decidi levar Marina para a biblioteca da casa, um lugar que sempre me trouxe paz. As estantes repletas de livros e a luz suave da lâmpada de mesa criavam um ambiente acolhedor, perfeito para uma conversa sincera.
Artur: "Marina, você se importa de virmos aqui? Precisamos conversar."
Ela hesitou por um momento, mas logo assentiu, seus olhos brilhando com curiosidade e nervosismo. Ao entrarmos, a atmosfera parecia carregar uma energia diferente. O silêncio da biblioteca convidava a reflexões mais profundas.
Assim que nos acomodamos em um canto afastado, olhei para ela, tentando encontrar as palavras certas.
Artur: "Eu queria saber como você se sente sobre tudo isso. Sobre nós."
Marina: "É complicado, Artur. Sinto uma conexão muito forte, mas ao mesmo tempo, não quero arriscar nossa relação familiar."
Ouvindo isso, meu coração disparou. Era um dilema que eu também enfrentava. Sabia que a relação que tínhamos era especial, mas o peso da responsabilidade sempre pairava sobre mim.
Artur: "Você é como uma filha para mim. Minha prioridade é proteger você e a nossa família. Não quero que nada mude entre nós."
Ela inclinou a cabeça, e pude notar a luta interna que estava enfrentando. Era difícil para ela, assim como era para mim. O desejo que sentíamos não poderia ser simplesmente ignorado.
Marina: "É difícil. Às vezes, sinto que isso poderia ser tão bom, mas também tenho medo das consequências."
Artur: "Acho que todos nós temos medo. Eu sou casado com Helena, e ela se preocupa muito com você. Não quero que isso cause problemas."
O nome de Helena foi como um lembrete de que havia limites que não poderíamos cruzar. E, embora a atração fosse intensa, a lealdade à família precisava prevalecer.
Marina: "Entendo, Artur. Não quero que nada estrague o que temos como família."
Nesse momento, olhei para ela, admirando sua maturidade e sensibilidade. Era uma jovem incrível, e o que estava acontecendo entre nós tornava-se mais complicado a cada instante.
Artur: "A família é tudo, Marina. Eu prometo que sempre estarei aqui para te apoiar. Precisamos manter essa conexão especial, mas com cautela."
Ela sorriu, mas a preocupação ainda estava em seu olhar.
Marina: "E se eu me sentir atraída por você de novo?"
O ar ficou pesado. Eu sabia que essa atração era algo que poderia nos levar a um caminho arriscado.
Artur: "É natural sentir isso, mas precisamos ser fortes. Não podemos deixar que isso nos afaste da família."
Marina: "Eu não quero isso. Só quero entender como lidar com isso."
Ouvindo suas palavras, percebi que a luta entre nós não era apenas sobre o desejo, mas sobre a compreensão do que era certo.
Artur: "Podemos encontrar um jeito de lidar com isso juntos. Só precisamos ter cuidado e respeitar nossos sentimentos."
Enquanto conversávamos, a tensão era palpável, mas havia também um entendimento silencioso de que estávamos juntos nisso.
Nesse momento, um barulho na porta chamou nossa atenção. Era Helena, que havia entrado na biblioteca.
Helena: "O que vocês estão fazendo aqui tão tarde?"
A pergunta pegou-nos de surpresa. Olhei para Marina, que estava tão rígida quanto eu. Sabia que tínhamos que agir naturalmente.
Artur: "Só estávamos revisando alguns livros, querida. Quis mostrar à Marina alguns que eu adorava na sua idade."
Helena sorriu, mas não pude deixar de notar a expressão inquisitiva em seu rosto.
Helena: "Espero que não estejam se perdendo em histórias demais. A realidade é bem diferente, não é?"
Marina: "Claro, Dona Helena. Estávamos só conversando."
A resposta dela foi rápida, mas havia um toque de nervosismo em sua voz. E isso não passou despercebido por Helena.
Helena: "Bom, lembrem-se de que a vida não é um conto de fadas. Vamos para o salão, já está na hora de encerrar a festa."
Concordei, aliviado por Helena não ter aprofundado a questão, mas a conversa que tivemos na biblioteca ainda pairava em minha mente. Eu sabia que não poderíamos ignorar nossos sentimentos, mas também precisava garantir que a nossa família permanecesse intacta.
Ao sairmos da biblioteca, um novo entendimento estava se formando entre nós. A conexão que existia entre Marina e eu era complexa, mas ao mesmo tempo, ela trazia um senso de responsabilidade que não podíamos ignorar. O caminho à frente ainda seria desafiador, mas estávamos dispostos a enfrentar o que viesse, juntos, como família.
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Oii
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