Artur🤑
Seis meses se passaram desde que Marina me apresentou Alex. Seis meses de um vazio crescente em minha vida. A casa, antes cheia de risadas e memórias felizes, agora era um labirinto de descontentamento e tensão. A presença de Helena, minha esposa, tornava tudo ainda mais insuportável. Eu sentia que ela não estava apenas distante; havia uma frieza nas suas ações que me incomodava profundamente.
Acordei em mais um dia cinzento, cercado por um silêncio que parecia se arrastar. Olhei para o lado e vi Helena de costas para mim, como sempre. Quando finalmente se virou, havia um sorriso em seu rosto que parecia tão falso quanto a felicidade que ela tentava transmitir.
Helena: "Bom dia, amor! Está na hora de acordar!"
Senti um nó no estômago. Como ela podia agir assim, como se tudo estivesse bem? A verdade é que eu sabia que ela estava ciente da minha infelicidade, mas sua indiferença era ainda mais dolorosa.
Artur: "Helena, podemos conversar?"
Ela franziu a testa, mas seu sorriso permaneceu.
Helena: "Claro! O que você tem em mente?"
A sua casualidade era irritante. Era como se ela estivesse fingindo que nada estava acontecendo, que eu não estava em um estado constante de angústia.
Artur: "Acho que precisamos falar sobre nossa relação."
Helena: "Ah, você e suas conversas sérias. Está tudo bem, não está?"
Ela agiu como se o que eu sentia não importasse. A impotência cresceu dentro de mim. Eu não podia mais lidar com isso. A vida que eu estava levando, longe de Marina, era uma sombra do que eu realmente queria.
Artur: "Não está tudo bem, Helena! Faz meses que estamos nesse silêncio, e você finge que nada está acontecendo!"
Ela cruzou os braços, seu olhar se tornando defensivo.
Helena: "E o que você quer que eu faça? Sair gritando que está tudo acabado? Olhe ao seu redor, Artur! A vida continua!"
A raiva e a frustração borbulhavam dentro de mim.
Artur: "A vida continua, sim, mas você não percebe que eu não aguento mais? Não posso continuar vivendo assim, sem amor e sem propósito!"
Helena: "E você acha que está certo de se lamentar? Você só pensa na Marina! É como se eu não existisse!"
A acusação dela era como um soco no estômago. Eu não estava me lamentando apenas por Marina; eu estava triste pela vida que estávamos levando juntos.
Artur: "Não se trata só de Marina! Se você tivesse se esforçado para entender como eu me sinto, talvez não estaríamos aqui!"
Ela se aproximou, a expressão de indignação em seu rosto.
Helena: "Você só quer empurrar a culpa para mim! Você não percebe que estou fazendo o melhor que posso? Você quer que eu mude, que eu me torne outra pessoa!"
Artur: "Não se trata de mudar quem você é! Mas você precisa reconhecer o que está acontecendo entre nós. A nossa relação não é mais a mesma, e eu sinto que você está se escondendo."
A discussão esquentava, e as palavras que saíam de nossas bocas pareciam ecoar em um vazio insuportável. Helena virou-se, seu olhar cheio de desdém.
Helena: "Talvez você devesse ter pensado em tudo isso antes de deixar tudo nas mãos do destino! Você não pode simplesmente sair por aí buscando a felicidade em outro lugar!"
Eu respirei fundo, tentando controlar a raiva.
Artur: "Eu só estou tentando encontrar um caminho para ser feliz novamente. Não estou buscando a felicidade em outro lugar, estou buscando em mim mesmo. E não posso fazer isso ao seu lado."
Ela ficou em silêncio por um momento, claramente abalando-se pela dureza das minhas palavras. Mas logo a defesa voltou.
Helena: "Então, o que você vai fazer? Vai sair e deixar tudo para trás? Você está fugindo, Artur!"
Senti a frustração aumentar, mas já estava decidido.
Artur: "Sim, eu vou sair. Preciso de tempo. Preciso de espaço para pensar."
Ela me olhou, com os olhos arregalados, um misto de choque e raiva.
Helena: "E se você não voltar? E se a Marina não estiver esperando por você?"
Artur: "Não sei. Mas não posso continuar vivendo assim. Preciso saber se há algo entre nós que vale a pena ser salvo."
Saí de casa, sentindo a liberdade e a dor da culpa simultaneamente. O caminho para o hotel parecia interminável, mas qualquer lugar era melhor do que continuar sob o mesmo teto que Helena.
Assim que cheguei ao hotel, fui recebido por uma recepcionista simpática que me ofereceu um quarto. O cheiro do café fresco e a música suave no fundo trouxeram um pequeno alívio. Assim que entrei no quarto, o silêncio envolveu-me, mas era um silêncio diferente — um espaço para eu processar tudo o que havia acontecido.
Sentei-me na beira da cama e olhei pela janela. A cidade pulsava lá fora, mas eu me sentia como um estranho no meu próprio mundo. O que eu realmente desejava era Marina. Pensava na nossa conexão, nas risadas que compartilhamos e no amor que floresceu entre nós.
Com um impulso, liguei para Marina, mas hesitei. A ideia de vê-la feliz com Alex me deixava angustiado, mas a saudade era insuportável. Assim que a noite caiu, finalmente decidi que precisava vê-la. Peguei meu carro e dirigi até a casa dela, cada quilômetro aumentando minha expectativa e ansiedade.
Quando cheguei, a casa estava iluminada, e ouvi risadas vindo de dentro. A dor no peito era aguda, mas eu precisava saber. Precisava lutar pelo que sentia, mesmo que isso significasse confrontar Alex.
Bati na porta, meu coração disparado. Um momento depois, Marina apareceu, e quando nossos olhares se cruzaram, algo dentro de mim se acalmou. Mas o que vi no rosto dela fez meu coração acelerar ainda mais.
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Oiii
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