"É mesmo?" Daniel passou a mão no rosto. "O bar tá lotado. Tive que abrir caminho com os cotovelos pra conseguir que ouvissem meus pedidos." No palco, Cade dedilhou sua última nota e fez um rápido reverência. A plateia explodiu. "Mais uma!" alguém gritou. Outros repetiram, cada vez mais alto, mas Cade não parou. Ele saiu com sua guitarra. Algumas vozes lamentaram enquanto as luzes voltavam à penumbra vermelho e âmbar. "Você vem a lugares assim com frequência?" Priya perguntou. "O quê, você quer dizer um bar? Não, não muito." Daniel balançou a cabeça. "Sou mais caseiro." "Não é fácil de acreditar," acrescentei. Priya concordou com a cabeça. "Por quê?" Daniel perguntou. "Porque você tá bronzeado e tem músculos," apontei. "Ambos podem ser conseguidos e

