Capítulo 152

1485 Palavras

Ellen narrando Cada rua que eu passava me lembrava de um pedaço da minha história. Do meu sonho de trabalhar no presídio, de ajudar os invisíveis, os esquecidos, os julgados pela sociedade. Eu via minha trajetória toda se projetando nos retrovisores. E, dentro de mim, só existia uma vontade: explodir. Gritar. Desistir. Me esconder. Sumir. Eu queria voltar pra cama, me enfiar debaixo do cobertor, agarrar o Coringa e dizer que eu não ia. Que eles podiam me tirar o registro, o diploma, tudo. Mas não iam me tirar a minha dignidade. Só que… não era assim. Não podia ser assim. Cheguei. Parei o carro. Respirei fundo. Ajustei o espelho, retoquei a maquiagem. Me encarei. Me obriguei a parecer forte. Mesmo com os olhos inchados de chorar a noite inteira. Botei o óculos escuro de novo. Peguei os

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