Ponto de Vista: Pietra A manhã seguinte nasceu limpa e radiante. O ar lavado pela chuva da noite trazia um frescor revigorante que entrava pela porta aberta da varanda, movimentando suavemente as cortinas brancas. Deitada no peito largo de Greco, ouvia a batida cadenciada e forte do seu coração sob a minha bochecha. O meu corpo, embora ainda marcado pela cicatriz no peito e pelos vestígios de cansaço da noite intensa de paixão, sentia-se completo, revigorado e mais vivo do que nunca. Senti as mãos calosas de Greco deslizarem devagar pelas minhas costas nuas, traçando a curva da minha cintura com uma posse preguiçosa e protetora. — A minha rainha acordou pensativa — murmurou ele com a voz ainda grave pelo sono, roçando os lábios no topo da minha cabeça. — Estava a pensar no quanto a

