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4555 Palavras

Dante contou quantas vezes o tom claro de azul se repetia nos azulejos da parede pela décima vez, e já sem paciência, puxou o ar que preencheu os pulmões ainda fragilizados enquanto a cabeça girava em torno de si mesmo e na realidade que era obrigado a encarar. As narinas se inflaram, puxando oxigênio novamente e o moreno outra uma vez o soltou pelo boca, apenas para tentar colocar as idéias no lugar. Se sentia esgotado, gelido, m*l-amado e inevitavelmente sozinho. As mãos tremiam e o corpo convulcionava levemente, os tremores sendo causados pela vontade terrível de cheirar. Tudo por causa daquele pequeno demônio. Inevitavelmente se perguntou em qual trecho do inferno de Dante estaria para merecer lidar com aquele tipo de situação. Pensava até o momento que o pior sentimento do mundo e

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