Acordo algumas horas depois com um barulho horrível.
—Deus o que é isso.
Digo com a mão na cabeça, tentando me localizar.
Aos poucos, o som vai ficando mais claro e percebo que é o toque do meu celular.
—Briana, desliga esse barulho.
Elouisa diz ao meu lado.
Resmungo, me levanto resignada e começo a procurar meu celular pelo apartamento.
Encontro ele sobre a mesinha de centro da sala.
Atendi a chamada de vídeo e minha mãe e irmãs aparecem na tela.
—Aaah, até que enfim apareceu.
Minha mãe diz, dando uma risada.
—Briana, você estava dormindo até agora?
Aurora pergunta e bebe um gole do sua bebida.
—O que vocês estão fazendo, me ligando a essa hora?
Pergunto quase irritada, por ter sido tirada de meu sono.
—Pela minha conta, aí já são três horas da tarde. Jura que você dormiu tudo isso?
Me jogo no sofá.
—Hoje é minha folga, estou aproveitando pra me divertir e descansar.
Digo, ainda um pouco brava por ter sido tirada de meu sono, mas começando a relaxar.
—Estava com Harry?
Cristal pergunta.
—Não, Elouisa dormiu aqui e passamos a noite assistindo e bebendo vinho.
Aurora ri.
—Eu iria preferir ficar com meu namorado.
Reviro os olhos.
—Harry não era meu namorado. E ontem eu dei um pé na b***a.
As três me olham de boca aberta e começamos a falar sobre o que planejo pra noite e o que elas estão planejando para o fim de semana.
Fico cerca de meia hora aproveitando a conversa e matando a saudade delas.
Depois, desligo e vou direto pro banho.
Quando desligo o chuveiro, vou para meu quarto e acendo a luz.
—p***a Briana... Desliga isso, por favor...
Ela fala jogando o travesseiro sobre o rosto.
—Acorda, já passam das três da tarde.
Ela resmunga.
—Nossa, nós estamos muito fracas pra bebida, quatro garrafas já estamos podres.
Ela diz e não deixo de sorrir.
—Levanta, Elouisa... Vai ir pra noite com a cara inchada.
Pego uma blusinha de manga cumprida e uma calça de moletom.
Vou pra cozinha e começo a preparar um café quentinho para esse dia que lá fora está gelado e também um bolinho de caneca. Quando sai do banho, Elouisa vai até meu armário e pega uma roupa pra ela.
Em dois anos, essa doida já virou uma irmã. Ao menos, folgada como uma delas.
Penso sorrindo.
—Aí que cheirinho bom...
Ela diz e se serve de uma xícara de café.
—E então amiga... Preparada pra começar a curtir?
Respiro fundo e tomo um gole de café.
—Meu nome é Pronta pra beijar a boca de quem sabe fazer isso.
Digo sorrindo e ela bate as mãos em animação.
—Eu te amo, Briana. E não via a hora de você finalmente voltar a se dar valor. Quem sabe eu também não arrume um gatinho hoje.
Ela fala com cara de coitada. E isso é tudo que ela não é.
—Deixe de ser modesta, sempre você arruma vários gatinhos que pode fazer unidunitê.
A safada abre um sorriso.
—Hoje, depois de meses, finalmente poderei fazer a seleção com você de novo.
—Finalmente.
Digo e brindamos com nossas xícaras.
.....................
As vinte e uma horas, me olho no espelho e o que eu vejo, me faz abrir um enorme sorriso.
Depois de esvaziar mais duas garrafas de vinho, Elouisa e eu começamos a fazer a seleção de looks, uma pilha se formou em cima de minha cama, mas valeu a pena, apesar de saber que amanhã eu irei me arrepender.
—Está linda Bri...
Ouço ela dizer e me viro pra olhar ela.
Eu escolhi um macaquinho azul marinho, com um decote médio nas costas, mas na frente deixa muito pouco para imaginação. Um salto preto e um enorme r**o de cavalo, uma maquiagem perfeita pra noite, e os acessórios que só fizeram tudo ficar ainda melhor.
—Você também, vai arrasar.
Digo e é a mais pura verdade.
Elou, usa um vestido prata, colado no corpo e não economizou na maquiagem e muito menos nos acessórios, mas tudo se encaixou e ficou ainda mais bonito.
—Alô gatinhos, os colírios para seus olhos estão chegando.
Ela diz e bebe a última taça de vinho.
—Espero ir hoje pra minha casa e muito bem acompanhada.
Ela diz, apontando o dedo indicador na minha direção.
—Te desejo sorte. Vai que hoje, algum gatinho acenda meu fogo.
Elouisa gargalha.
—O homem precisa ser tudo meu bem, por que essa fogueira aí, é difícil...
Ela diz apontando pra mim.
—Deixe de ser chata. Só quero que minha primeira vez seja especial, e continuo achando que um beijinho de balada não vai realizar meu desejo.
Ela revira os olhos.
—Briana... Não há m*l nenhum em ter uma primeira vez com um carinha que no outro dia não vai lembrar seu nome. O errado seria se esse carinha não fizesse o mínimo na cama.
Arqueio a sobrancelha.
—E tu acha que eu não fui adiante com Harry por que?
Pergunto resignada.
—Por que apesar de lindo, ele nem beijar sabia, quem dirá, onde está o c******s. Mas ele é uma terrível excessão.... Não se baseie por ele.
Pego minha bolsa e saio rindo.
—O quê? Jamais faria isso, quero nem tocar no nome dele hoje, quem dirá me basear.
—É isso aí...
Coloco a última garrafa vazia junto com as outras, na mesa e saímos do apartamento. Depois de pedir um táxi, seguimos juntas a uma boate bem conhecida, mas que nunca fomos.
Queríamos algo diferente e evitar encontrar pessoas desagradáveis, por isso, cá estamos.