Heitor Herrera Me afasto da porta porque… não consigo mais ouvir os gritos da Júlia. Aquela voz que antes me acalmava, agora me dilacera. Ela está implorando socorro… e eu não posso fazer nada. Nada. Porque se eu me meter… ele me destrói. Ricardo me destrói. Ele é meu irmão. De sangue. Mas, na prática, é como se fosse o d***o vestindo Armani. E o pior é que fui eu quem a entregou pra ele. Eu quem aceitei esse trabalho, essa mentira, esse papel de protetor de fachada, esse castelo de areia chamado “família”. E agora… agora ela está lá dentro sendo violada. E eu... eu estou aqui fora, me escondendo atrás da culpa, da covardia, da p***a da obediência. Como pude me apaixonar por ela? Era só pra ser um serviço. Cuidar, vigiar, fingir. E acabou virando real demais. Passa um tempo

