Allonso Albuquerque Olho pro relógio pela milésima vez e, claro… 22:06. Nada. Pego o celular de novo. Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. Julia, cadê você? Você me provoca, bagunça minha cabeça, promete me encontrar, me faz mandar até comando como se fosse minha… E depois some? Essa mulher vai acabar me deixando louco. Se é que já não deixou. A porta do meu apê se escancara com a delicadeza de um trator. — Fala aí, viado! — Davi entra largando a mochila no chão como se fosse o dono do pedaço. Reviro os olhos e solto um riso irônico. — Olha quem apareceu… achei que tinha sido raptado por alguma loira do cabaré. — Tô aproveitando as férias, meu querido. Obrigado por me trazer. — ele diz, com aquele sorriso sacana que denuncia tudo o que ele andou fazendo por aqui. — Aproveitando

