Dara acordou primeiro que Yuri. A garganta estava seca como se tivesse percorrido toda uma quilométrica maratona em meio ao Saara. Olhando ao redor, Naval ainda estava no mesmo lugar. Mexia em um telefone e cantarolava algo bem baixo. Os olhos pequeninos eram sinais que a mente ainda estava entorpecida. Yuri descansava com a cabeça em seu colo. Envolvia sua cintura, apertando levemente. Não parecia num sono pesado, mas a firmeza do toque evidenciava um incômodo sonho. A moça acariciou seu rosto por alguns instantes, acabou acompanhando a canção de Naval num tom ainda mais baixo. Yuri despertou, arrepiado com o toque. — Acordado pelo canto da Iara — sorriu, olhando-a. — Bom dia, meu espinho. — Bom dia, minha flor! Naval tá acordado!? — perguntou. Conseguia ouvir o cantarolar do ger

