— Tem baile hoje. ‘Cê é nova, minha sobrinha. Deveria ir. — Ana disse, comendo doce com Dara. Era um doce de leite, no formato de um brigadeiro, coberto com uma farinha de amendoim e açúcar. Saboroso! Os doces estavam embalados num plástico colorido. — Não tenho mais jeito ‘pra baile, tia. — A moça riu, em negativa. — Com a tipoia é ainda mais difícil. Nem roupa ‘pra ficar indo ‘pra baile, eu tenho! — Tem, sim. Desde quando sobrinha minha não tem roupa!? — brincou, rindo. — É uma boa forma de parecer normal, sabe!? Não pode ficar enfurnada em casa, como se fosse uma procurada! — Mas, eu sou! — Dara riu. — O morro não sabe, tapada! Nem pode. Então, tenta agir como moças da sua idade. ‘Cê parece ter dezenove, é isso que jovens fazem. Têm responsabilidade, mas se divertem! — Bailes nem

