Lembranças de Ethan Braver I

1296 Palavras
Walter saiu e riu para Alexsander que estava na sala, ele achava que seu rival não tinha chance, que teria o apoio da Escócia para conseguir Kate. — Alexsander, venha! — Ethan chamou e ele subiu até o escritório. — Está realmente considerando casar a Kate com aquele pervertido? Ele é um velho que a olhava quando ainda era uma criança. — Eu sei disso, jamais entregaria a minha Kate a alguém como ele. — Por que ele saiu daqui tão feliz? — Alexsander perguntou e se sentou. — Ele conhece o chefe Escocês e acha que Irving vai intervir a favor dele, eu disse que aguardo notícias da Escócia, m@l sabe ele que Irving é um velho amigo meu, se hoje vivo aqui é graças a ele. — Fiquei sabendo que a esposa dele faleceu recentemente, é isso mesmo? — Sim, Irving lutou para ter a permissão de se casar com a Rose e ela se foi, ela deixou duas crianças, Irving está desolado. — Me contaria como se conhecem? Como se iniciou a sua história na máfia, pois pelo que eu sei, o senhor não fazia parte desse mundo. — Espero que esteja com tempo... . Lembranças de Ethan Braver Janeiro de 1989 - Escócia — Senhor Irving chegou essa carta para você. — Avisou a senhora da limpeza, ela entregou o envelope ao segurança e voltou para a cozinha. Irving abriu o envelope e fechou os olhos por um minuto, depois ele se dirigiu ao interior da casa, subiu as escadas e bateu na porta do escritório. — Senhor Boyd, posso entrar? — Irving perguntou da porta. — Claro rapaz, se aproxime... O que deseja? — Recebi isso hoje. — Irving disse e entregou o envelope a Marvin. O homem leu cuidadosamente, ele olhou para Irving que parecia um pouco chateado, ele devolveu a carta a Irving e apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos. — É... Não pode fugir, arrume suas coisas, tem que partir hoje mesmo. Irving saiu do escritório e iria juntar alguns pertences no quarto dos empregados, não era a sua residência fixa, mas ali tinha a privacidade para se trocar e descansar em alguns momentos. Ele estava arrumando sua bolsa quando ouviu a porta se fechar, ele deu um pequeno sorriso, reconheceu o perfume da moça que foi lhe fazer companhia. — Já vai? Pensei que fosse trabalhar o dia todo hoje? — Ela disse se aproximando. — Não Rose, eu vou embora apenas a noite, mas preciso deixar tudo arrumado. Irving se aproximou e deu um beijo em Rose, a jovem sempre ficava de olho no segurança, quando ele entrava sozinho no quarto, ela o seguia e aproveitava para beijar o homem amado. — Rose, eu recebi uma convocação, irei para guerra... Tenho que me apresentar amanhã, por isso estou partindo hoje para Londres. — Irving, eu não quero te perder... — Ela disse e se abraçou ainda mais a ele. — Não vai... Eu prometo voltar inteiro e resolver nossa situação. Irving era o segurança na casa da família Boyd, sua função era apenas cuidar do portão, ele era forte, jovem e muito corajoso, foi contratado depois de uma tentativa de assalto que a família sofreu, a família Boyd era conhecida na Escócia, eram fortes produtores de cevada e outros materiais para a produção de cerveja. O senhor Marvin Boyd era o dono do império e também o pai de Rose Boyd, a jovem doce e alegre. Rose já tinha seus 20 anos, ela era loira com olhos verdes, tinha a pele clara e uma educação de dar inveja a muitas famílias, seu pai tinha planos para ela, pretendia casa-la com o filho de um chefe, não aceitava menos que isso para a sua filha, pois em seu circulo oculto de aliados ele era também um chefe em seu país e o homem que se casasse com Rose seria o seu sucessor. Rose se apaixonou assim que viu Irving pela primeira vez, ele estava ao lado do irmão mais velho Richard sentado no escritório, ela nunca esqueceu o olhar dele, sentiu seu coração balançar e as pernas tremerem, naquele dia não disseram uma palavra se quer, mas ela tinha certeza que ele também estremeceu naquele momento. E ela não estava errada, assim que Rose entrou no escritório Irving sentiu seu perfume de flores e pensou que aquele era o melhor aroma que ele já havia sentido, depois ele viu a figura feminina, quase adolescente se dirigir ao pai, ele lembrar de cruzar seu olhar com dela e se sentir sem ar. Depois que Irving começou a trabalhar na casa, Rose sempre arrumava uma desculpa para falar com ele, as vezes passava na cozinha e pegava um copo com água e dizia para empregada que ele estava com sede, ou quando cozinhava algo insistia que Irving tinha que provar. O primeiro beijo aconteceu quase um ano depois de Irving ir trabalhar lá. Rose estava em seu quarto distraída ouvindo o rádio e escrevendo, quando em um descuido a cadeira virou e ela caiu, Irving passava pelo corredor e ouviu o barulho, entrou correndo e a ajudou a se levantar, ela não tinha nenhum ferimento, mas pela primeira vez sentiu o toque da mão masculina em seu rosto e em seus braços. Irving não pôde mais resistir e a beijou, Rose se entregou naquele beijo, descobriu que era correspondida em seu amor. Depois disso ela tentava ficar sozinha com ele a todo custo, sempre que ele ia descansar ela invadia o quarto dos empregados e ficava aos beijos com Irving, ele sempre foi respeitador e nunca nem se quer desceu a mão além de sua cintura. A mãe de Rose sabia do envolvimento, tentava dissuadir a filha do sentimento, mas apoiava o casal e encobria os encontros. No dia seguinte Irving partiu para Inglaterra, ele se reuniu com um grupo de jovens soldados em Londres e de lá embarcaram para o Afeganistão, o grupo de soldados do Reino Unido iria auxiliar as tropas americanas em um determinado ponto com muitas baixas. Irving chegou com o seu grupo e foi apresentado ao Comandante George Smith, Irving estaria sob as ordens dele no período que estivesse ali. — Já lutou antes soldado? — O comandante perguntou. — Não na guerra senhor. — Mas sabe atirar, já matou um homem? — Sim senhor. Irving respondia firme, estava mais que preparado para lutar ao lado de seus companheiros e ajudar no fim da guerra. — Muito bem... Soldado Braver! Venha cá. — George chamou um rapaz que estava passando, o rapaz parou e entrou na tenda, o soldado fez a continência e se aproximou. — No que posso ser útil senhor? — Irving, este é Ethan Braver, um dos meus melhores soldados, ele vai te mostrar onde vai dormir, amanhã temos uma missão de resgate muito importante. Os dois fizeram a continência e saíram da tenda do comandante Smith, Irving seguiu Ethan até uma segunda tenda muito grande, nela haviam várias camas. — Eu durmo aqui, as camas do lado esquerdo estão todas vazias, pode escolher... — Ethan disse e esperou a ação do novo companheiro. Irving escolheu a cama exatamente ao lado da dele, estava devidamente arrumada e tinha uma rosa branca no travesseiro. — Desculpe, eu me livro disso. — Ethan disse e pegou a flor. — Algum significado? — A esposa do soldado que dormia aqui, ela mandou uma carta com essa flor ontem, ela agradeceu os cuidados com o marido dela e a tentativa de salvar a vida dele, o rapaz morreu no mês passado, havia sido capturado e tentamos um resgate, mas falhamos. — O que vamos fazer amanhã? — Tem um pequeno grupo de soldados que foram capturados na semana passada, vamos tentar outro resgate.
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