Eliza Martins
Mais uma viagem de negócio, Park tayung m*l parava em casa porém não podia reclamar pois acabava com a casa inteirinha só para mim, era muito bom, deixando a casa limpa e arrumada, fazer minhas refeições, às vezes saía encontrar com mu amigo para conversar sem medo de ser pego pelo meu marido que não estava presente, o que agradecia por isso, estando parecendo que eu tinha tomado minha liberdade novamente por mais que fosse em um curto período que estava aproveitando cada minutos e momentos que eu pudesse.
Fui em direção ao banheiro para tomar um bom banho, estava animada pois hoje eu iria passear um pouco, a ausência do meu marido era agora tudo que eu mais desejava mas nunca sabia exatamente quanto tempo iria ficar fora de casa pois sempre que saia nunca me dava satisfação de quando iria voltar então sempre tinha que ficar atenta para não levar bronca.
Por mais que Park tayung não queria que eu conversasse mais com o Juliano às vezes dava um jeito de vê-lo mas agora também ficava de antena, ele tinha gentilmente conseguido um celular novo para mim onde já cadastrei seu número junto com a da minha irmãzinha, sem esquecer que também Juliano tinha arrumado uma forma de manter ocupada trabalhando pelo celular para ganhar meu próprio dinheiro, ele me ajudou a abrir uma conta digital onde iria transferir meu dinheiro recebido pelo meu marido mas ao acessar a conta em banco em conjunto com o Park tayung, tive uma pequena surpresa.
Park tayung tinha tirado quase todo o dinheiro que havia me pagado para fazer seu trabalho então do que sobrou transferi para a minha boca conta digital tendo uma carta na manga se reclamasse, agradeci mais uma vez pela ajuda do Juliano e voltei para casa que para meu maior alívio meu marido ainda não havia voltado.
Ter o Park tayung fora de casa era minha forma de sobrevivência, sem ele por perto mesmo tendo obrigação de ficar em casa eu não ficava preocupada em fazer algo que para ele era considerado errado, tendo que me desculpar por um sim ou um não, sem ele por perto eu podia relaxar, podia respirar de volta o ar puro e aproveitar um pouco desse silêncio e dessa paz que na sua presença essa palavra era inexistente.
Fui até a sala, me sentei no sofá, configurando todo o celular novo, avisei a Samantha por ter um número novo, pedindo para ela apagar aquele número antigo. Quando Park tayung estava em casa mantinha aquele celular novo escondido já quando estava fora eu trabalhava tranquilamente por lá logo após ter terminado as tarefas de casa e só depois de terminar o trabalho eu assistia um pouco de Netflix, tendo uma vida não tão desagradável mesmo sabendo que não deixava de ser uma farsa.
Meses se passaram e meu marido ainda não tinha voltado, estava em casa deitada no sofá comendo salgadinho, bebendo uma coca enquanto assistia uma série, era um dia chuvoso, tendo trovão, estava começando a ficar cansada então desliguei a televisão, fiz as tarefas todas de casa já levando o celular novo para seu esconderijo, tomei um bom banho logo vestida com meu pijama pronta para dormir mais cedo mas logo meu celular começou a vibrar.
Ao ver que era do Park tayung atendi a ligação querendo saber se tinha acontecido alguma coisa mas aparentava que tudo estava indo bem na “reunião” dele logo me chamando para um jantar que estranhei pois até agora em nenhum momento me chamou para sair, imagina para jantar mas aceitei já pedindo para me passar o dia, hora e local e assim que me passou tudo logo ele desligou literalmente na minha cara.
- novidades, isso!
Falo comigo mesmo botando o celular para carregar e assim que retorno para sala me surpreendo ao ver o Park tayung em minha frente, estava indo até a cozinha para preparar a sua jantar após ter botado a mesa enquanto ele sem nem falar uma palavra foi diretamente até o seu escritório onde se trancou por umas horas e logo saiu novamente de lá se dirigindo a porta da saída.
—Não precisa se preocupar com minha janta, estou de saída! — Ele fala
Não deu nem tempo de falar que meu marido logo fechou a porta e lá se foi ele novamente me deixando mais uma vez sozinha. Estar casado com ele era a mesma coisa que estar casado com ninguém mas isso não era o pior mas sim de estar afastada da sociedade do jeito que mantinha a minha vida e isso começava a me sufocar portanto deveria aguentar por fechar aquele maldito contrato que iria me beneficiar e tanto.
Tudo estava parecendo ir um pouco melhor mas infelizmente um dia o Park tayung descobriu a existência daquele celular, gritando comigo mais do que o normal, transferi o dinheiro ganho para o Juliano antes que ele tomasse de mim e jogasse o celular no lixo antes de destruí-lo por inteiro, pedindo a chave extra de volta, tentei mentir dizer que havia perdido mas aí ele foi mais esperto chamando um chaveiro, trocou as fechaduras onde ele unicamente tinha a chave, voltando a ser trancada.
Achei que conseguiria chamar o Juliano mas além de ser complicado ele também havia sumido completamente do mapa, voltando a estaca zero, de volta a minha vida miserável, voltando a chorar todas as noites, sozinha, trancada em casa, voltando a me sentir presa em uma gaiola., tudo parecia estar desmoronando, fazendo-me perguntar o que raia deu em mim de assinar aquele contrato mesmo que no fundo eu sabia muito bem a resposta.
Estava deitada em minha cama, olhando para o teto, minha cabeça estava cheia e quando estava pronta para dormir algo veio de repente em minha mente, algo que passou a me deixar bastante pensativa, como Park tayung descobriu sobre a existência do celular novo sendo que m*l passava tempo em casa ou comigo? Tinha algo aqui que não estava certo, e eu iria descobrir o que era!