37 ERA EU

1490 Palavras

KAROL NARRANDO Quando os lábios dele tocam os meus, eu finalmente entendo o que é perder o controle de propósito. Não é impulso. Não é carência. Não é a adrenalina do medo dos últimos dias. É ele. Só ele. Quando o beijo termina, eu deixo minha mão descansar no peito dele, sentindo o ritmo acelerado não sei se pelo tiro, pela dor… ou por mim. Talvez pelos três. A respiração dele ainda está pesada, e eu apoio a testa no ombro dele com cuidado, com medo de machucar. Ele me abraça do jeito que pode, tenso, segurando o peso do próprio corpo. É um abraço limitado, mas sincero. E eu nunca tive alguém abraçando assim. Meu pai não conta ele é pai. Mas homem, com sentimento de homem, nunca tive. Eu sinto o cheiro dele, o calor da pele, o medo escondido no fundo de tudo. E pela primeira vez, des

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