Resgate

2703 Palavras
Jason conduzia o seu suv, no GPS faltava quase uma hora para chegar ao local onde Lari estaria refém. Os pensamentos mantinham-se descontrolados, apenas imagens dolorosas passavam, ele so queria salvar a sua pequena e matar Anthony. Eram os únicos objetivos. Ele quis mostrar misericórdia a um monstro sem cura, na sua mente a bondade não o levaria a lado nenhum, depois deste ultimo ato. Ele não iria ter mais nenhum tipo de remorso, de arrependimento e não ia mostrar qualquer complacência, aquela era uma lição moral, para si. Pisou mais o acelerador, Nico que ate ali tinha se reduzido ao silencio, disse-lhe com calma e todo o amor que nutria pelo seu irmão: - Irmao, não vai acontecer nada! Apanhamo-lo rapidamente, ele não fara absolutamente nada… - eu nunca deveria ter deixado o filho da p**a ir livre, como é que eu cometi um erro deste tamanho?! – Jason sentia-se culpado. - a culpa não é tua de existir este tipo de parasitas… - eu nunca deveria ter confiado no susto que dei ao merdas, muito menos me ter descuidado ao ponto de sair do lado dela… - Jason, vamos trazê-la para casa. – Nico queria confortar o seu coração. Foram o resto do caminho no silencio da expectativa e ansiedade. Quanto mais se aproximava mais o odio dentro de si crescia, ele tinha sede de vingança. Ele não iria ter perdão por ninguém que se atravessasse no seu caminho ate a sua pequena. Nico tinha uma estratégia, eles iam pelo ponto mais alto acima da casa onde Lari era cativa, Enzo e os seu homens chamariam a atenção na estrada principal e único acesso de carro para a entrada da propriedade, Maurizio e os homens de Henrique circundavam pelo mato do lado mais baixo da casa, fazendo um cerco a volta da propriedade. Anthony havia mandado uma equipa de cinco homens verificar a estrada, onde Enzo e a sua equipa os surpreendeu e neutralizou com sucesso. Avisando Jason que aqueles cinco estariam controlados. Deixando dois homens ali, prosseguiu com o plano de Nico de entrar pelo acesso principal. Jason e os seu homens apanharam alguns opressores na subida da propriedade, Nico e a sua equipa haviam se separado de Jason e entravam pela porta principal depois de Enzo ter neutralizado os capangas que ali estariam de guarda. Domenico viu alguns homens entre a sala e a cozinha, estavam distraídos, nem sonhavam com eles ali. Fez sinal a Maurizio para dividir os homens, para poderem cobrir todos os opressores. Nico entra virando se para a sala, ele e dois dos seus atiravam sobre aqueles Maurizio e mais um dos seus concentravam-se virados para a cozinha. Com algumas dificuldades conseguiram varrer o piso, Jason entra naquke instante correndo para as escadas onde outros dois homens vinham na sua direção, Jason conseguiu evitar ser baleado disparou acertando em ambos. Subiu as escadas de arma em punho, um quarto insonorizado era o único que estava fechado. Quando se dirigia para a porta outro homem apareceu a frente da mesma, Enzo aparece atras de Jason e atira sobre o inimigo com a sua espingarda de canos cerrados. Fazendo-o ser projetado contra a porta, arrancando-a das dobradiças. Jason atirou-se para dentro do quarto, a imagem de Lari ensanguentada deitada na cama, amarrada, ele já mais esquecera. Anthony correu para a sua arma, sem sucesso, Jason virou ele próprio, Lucifer. Atirou-se sobre Anthony depositando toda a sua força no peso do seu corpo, derrubando o maldito no chão. Jason perdeu o controlo, agrediu Anthony até cansar os seus punhos. Nico entra no quarto coloca as mãos na boca ao observar Lari ensanguentada e inconsciente. Correu para ela, verificou os batimentos apesar do estado dela, estava viva. - Nico! Leva este filho da p**a! – pontapeou Anthony e dirigiu- se a sua pequena. Fez uma inspeção rápida, sentiu se existia quebras ou fraturas, não encontrou, mas o que poderia estar por dentro seria pior, ele teria de levá-la rapidamente para ser vista. Existiam vários hematomas, concentravam-se no rosto, não dava para compreender bem o que se passava mais alem disso. Ele sentiu-se enjoado quando a imagem de Anthony a maltratar a sua pequena, delicadamente, como se de um vidro prestes a quebrar se tratasse, segurou-a nos seus braços, depois de Nico a desatar. - J…Jason… - com a força que ainda tinha, Lari abrira os olhos, contemplando Jason, a pessoa que desejou tanto que a salvasse, estava ali. Ali, aquele homem enorme, um verdadeiro mercenário, foi como que desmontado de dentro para fora, Jason deixou as suas lagrimas caírem, livremente, ele sentia dor e iria mostra-la. - estou aqui, meu amor… nunca mais ninguém te vai tocar… juro-te! – mais lagrimas rolavam nas suas faces morenas. Jason transportou Lari ate ao carro, sentou-se no banco de tras do seu suv e manteve a sua amada no seu colo sempre no seu peito. O pessoal dele reuniu-se a volta para ouvir as ordens seguintes. - Maurizio, mata-os a todos! O filho da p**a, sabem para onde leva-lo, depois disso aguardam-me. Enzo a tua missão é neste momento a mais importante, voa ate casa, quero o doutor Vicenzo la quando chegarmos. Nico, conduz! – todos dispersaram. Nico conduzia e Lari mantinha-se no colo de Jason, ele fazia de tudo para não haver condução acidentada, mesmo assim quando faziam uma curva apertada ou um caminho mais acidentado, ela gemia de dores. Ele tentava ir o mais rápido possível mas sempre com atenção sobre o seu estado. Jason murmurava-lhe: - aguenta meu amor, por favor, estamos quase la… não me abandones, preciso de ti… amo-te piccollina mia… - ele so queria chegar para que ela pudesse ser vista. Quando chegaram a casa o doutor Vicenzo já la se encontrava, num dos quartos de hospedes com uma equipa de enfermeiros, Enzo tinha sido perfeito a fazer o seu trabalho, como sempre. Jason levou-a o mais rápido que podia ate eles, Jo quando os viu entar correu para a sua amiga. - Lari!!!- Domenico impediu Joanna de chegar a ela. - o que é que aquele filho da p**a fez a minha amiga!!! – Jo estava desolada. - ela tem de ser vista amor, calma, vai correr tudo bem… - Nico queria acalma-la mas também ele se sentia desolado, não era percetível o que se passava alem do sangue visível. No quarto Jason não queria larga-la, o seu vestido estava rasgado, alem de estar completamente exposta. - Don Jason tem de deitar a menina, agora! – o medico disse- Lhe, ele deitou Lari mas recusou-se sair dali. Doutor Vicenzo afastou o para pudere, chegar ate ela. - pode ficar Don, mas afastado por favor! -ok doutor… - Jason queria chorar de raiva, magoa e culpa. Eles ligavam-na a maquinas, colocavam cateteres quando de repente ela começou a respirara com muita dificuldade. - rápido precisamos perfurar o pulmão, se não ela vai sofocar no próprio sangue! – doutor Vicenzo segurou um instrumento longo, como se fosse uma agulha grande, os enfermeiro colocaram-na de lado enquanto ele perfurava o pulmão direito de Lari, tirou-o ao mesmo tempo que ficava um tubo fino, onde se via sair o sangue para uma bolsa, o que estaria alojado nos pulmões fazendo-a afogar-se. Jason estremeceu com a situação, os seus medos eram como um outdoor de beira de estrada, luminoso. Lari respirou fundo assim que começara a drenar o liquido. Depois de estar estabilizada uma enfermeira lavou-a o máximo que seria possível. Agora Jason via os estragos no seu rosto, ela tinha vários hematomas, apanhava-lhe também um pouco do peito. -Don Jason – O medico dirigia-se a ele agora. – por incrível que possa parecer, esta menina aguentou-se bem! Não tem nada partido, a maior parte são hematomas, tem alguns cortes, mas acredite em mim, ela é uma lutadora!!! Tinha sangue alojados pelos embates, pela violência, mas também não vai ser nada. Estes comprimidos são para ela tomar de seis ou oito em oito horas, este creme pode passar três a quatro vezes ao dia. – ele entregava o necessário para ele cuidar dela. – Daqui a dois dias eu venho ve-la, vou esperar uma hora e retiro o tubo. Descanso, bem alimentada e recuperação. Depois de eu ir deixo um enfermeiro aqui para que possa observá-la mais algum tempo. – Jason era agradecido aquele doutor, tantas vezes o salvou e agora salvava a sua pequena. Recompensou-o por isso, passada umas horas ele retirou o tubo a Lari e foi embora. O enfermeiro também havia sido dispensado, segundo o medico, Lari estava relativamente bem, não haveria necessidade. Sugerindo sempre que se houvesse algum tipo de alteração, procederem a chamá-lo. Jason aproximou-se dela, devagar, acariciou o seu rosto, não colocando qualquer força nos seus dedos. Beijou devagar as faces magoadas, deu-lhe um beijinho suave nos lábios. -Jason… - Lari acordava, zonza, quando o viu as lagrimas correram. Jason segurou a sua mão. - Estou aqui meu amor! Estas segura minha pequena! – levou a sua mão aos lábios e beijou-a. – não te esforces minha pequena, tens de descansar. – dorida, sedada, ela voltava a dormir. Jason pediu a Joanna que ficasse com ela por uns momentos, Jo foi de imediato. O amor que ela tinha pela sua amiga era de uma irmã… Jason foi ao encontro de Nico, que o esperava na porta do barracão que havia sido remodelado. -Irmão! Como é que ela esta? – Nico sentia-se enervado por Lari. Jason explicou-lhe resumidamente o que o doutor Vicenzo havia lhe dito. - temos um assunto importante para tratar, Nico. - Sim, Enzo e Maurizio estão a nossa espera. – Jason havia mandado a recuperação daquele espaço, ele precisava dele dentro da vida que tinha. No interior, Anthony estava amarrado sentado numa cadeira, com os dois seguranças de Jason, um de cada lado. Estava acordado apesar de completamente desfigurado, Jason havia lhe agredido bastante, Nico quando foi ate ele também tinha perdido o controlo, depois de ver Lari no estado em que se encontrava. - ahhhh!!! O anfitriao chegou, finalmente. Sabes que é rude, uma enorme falta de ética deixares os convidados á espera. – Anthony não largava o seu tom de regozijo. -Goza, ri-te bastante, quero tanto puder arrancar-te o sorriso dos lábios! – Jason retorquiu, usou a sua força e deu-lhe um soco, seguido de mais alguns fazendo Anthony cair de costas na cadeira. Enzo levantou-o de volta ao sítio. -ah ah ah ah! È isso que tens para dar? Depois do que fiz aquela reles? Afinal não a amas! – Anthony cuspiu o sangue da boca, pretendia tirar Jason do sério, talvez na esperança de uma morte rápida e indolor. - Sabes, Lari vai ser viúva, tudo o que tens sera dela legalmente. Não que ela precise, pois ela é minha mulher, milionária. Provavelmente desprezara essa herança… -Tua mulher??? – agora Anthony mostrava a sua raiva, Jason tocava onde a ferida estava aberta. – MERDOSO!!! Ela é minha mulher!!! - AH AH AH AH!!! Sou capaz de ter exagerado quando te bati, estas confuso! Lari é minha companheira e será minha mulher oficial, brevemente, será a mulher mais poderosa que o mundo ira ver. Tu és menos de nada. Que preciso eliminar das nossas vidas. Mas deixa-me perguntar-te, escroto, tens prazer em espancá-la? -Tenho! Nunca fui um falso samaritano, eu gosto de lhe bater e fodê-la ao mesmo tempo! Pena não nos teres dado tempo, ia me divertir tanto com ela antes de a matar! -Ok… então passemos ao show!!! - Então qual será o programa a dois querido? – Anthony mantinha-se gozão. - Enzo, Maurizio, tirem as roupas da cintura para baixo! -ei! Ei! Disseste que me ias matar! Da-me um tiro e acaba com isto! – agora tudo o que existia era pânico na sua cara desfigurada. Jason baixou-se para puder olhar dentro dos seus olhos. - vou mostrar-te que o amor que eu sinto por Lari não pode ser quantificado!!! – Jason fez sinal aos rapazes, que retiraram as roupas de Anthony. - Nico, a catana por favor, o golpe é único e preciso! - o que? NÃO! NÃO! POR FAVOR, ISSO NÃO!!! – Enquanto Anthony gritava a plenos pulmões, Nico passava a catana a Jason. Jo, havia descido para levar comida para o quarto, ouviu os gritos do barracão, não aguentou a curiosidade e foi ate la. Ela havia visto quase tudo o que se tinha passado, também ela desejava a vingança sobre aquele parasita. Escondeu-se para que nenhum deles percebesse que ela estava ali e assistiu a tudo. - Enzo, levantem-no e segurem-no! Nico, passa-me o teu lenço, por favor. – Anthony gritava a alto e bom som, Nico entregou-lhe o seu lenço enquanto os homens o seguravam. Naquel momento, Jason não era mais o doce que Joanna e Lari conheciam, ele era frio, implacável, sem qualquer sentimento que o lembrasse de ser misericordioso. Colocou o lenço de Nico na boca do maldito, segurou o seu pénis e sem pestanejar, olhando dentro dos olhos de Anthony deu um golpe certeiro, um corte limpo e preciso. - Agora, ficas aqui, como rato de esgoto que ès, a morrer lentamente, sentindo o sangue desaparecer de cada pedaço do teu corpo. O teu sofrimento seras atroz, esse é o teu castigo, filho da p**a! – Jason disse-lhe, dando um soco nas suas costelas, fazendo-o cair. Anthony estava em choque sabia o que tinha acabado de acontecer, mas dentro dos seus olhos havia apenas vazio e choque. - prendam-no no compartimento isolado. Quando ele morrer avise-me. Ah! Anthony, só quero dizer que Lari será a mulher mais amada do mundo! A mais feliz! E claro – ele saia em direção a porta, - Milionária! – sai com Nico ao seu lado. - Jason! Nem Don Mário tem essa faceta… sabes que podes ser um capo di tutti capi! – Nico disse ao seu irmão. Jason esboçou um meio sorriso. Aconselhou-o a descansar na promessa de enviar a sua namorada para junto de si. Subiu, Jo estava na poltrona, pareceu-lhe irrequieta. - Jo, Nico aguarda-te. Vai descansar, precisamos de dormir um pouco. Obrigado por teres olhado por ela. Jo assentiu as suas palavras. Quando ia fechar a porta do quarto parou, virou-se para Jason. - obrigada, Jason, tens sido incrível para ela! – Não esperando resposta fechou a porta. Ele sabia o amor que Joanna nutria por Lari, sabia mais ainda que, por Lari ele iria ate ao fim do mundo. Verificou se ela estaria bem, tomou um duche e deitou-se ao seu lado. - Pequena mia, vou amar-te ate morrer, mesmo que um dia algo mude, proteger-te-ei sempre com a minha própria vida…- ele sussurrou mais para si do que para ela. Segurou a sua mao, delicadamente, beijando a sua pele. Acariciou o seu rosto onde se viam os hematomas, as lagrimas acumularam nos seus olhos, inspirou o cheiro do seu cabelo, soltando as lagrimas. Chorava por ela, pequena, indefesa, uma menina ingenua mas cheia de amor dar a quem a tratasse bem. Adormeceu embalado naquele cheiro, era o seu preferido. - NÃO POR FAVOR!!! – Jason saltou da cama em alerta com os gritos de Lari. - Calma meu amor! – segurou-a nos seus braços, fazendo Lari deitar-se novamente. – eu estou aqui meu amor, estas protegida minha pequena… - Ja…Jason… - deitou a sua cabeça no peito dele – amo-te… - Ele aconchegou-a no seu corpo, a raiva de Anthony não saia de dentro do seu peito. Ele queria saber que ele estava a sofrer de facto, ele tinha de sentir dor. Ágora ele estava a ter o que merecia, Jason teria de deixar esse sentimento sair do seu peito. Aquela noite havia sido uma lição, o seu padrinho havia lhe ensinado que o odio e a raiva, se um homem soubesse usa-lo a seu favor, seriam os maiores aliados, principalmente dentro do estilo de vida que Jason tinha, agora ele entendia o seu padrinho. Don Mário educou Jason para não sentir dor, para ser implacável, sem misericórdia, dizia- lhe várias vezes que se na vida ele teria de saber agir primeiro que o inimigo. Ele sentia-se capaz de ser o Don que o padrinho tanto desejou. Ele seria don Jason, herdeiro da mafia siciliana.
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