O relógio marcava três e pouco da madrugada. O silêncio na mansão era quase absoluto, apenas o ronronar de Latte e o som distante de algum equipamento de segurança funcionando nos corredores lembravam que ninguém realmente dormia por ali. Arya estava cansada, o corpo ainda dolorido do ferimento superficial, mas a sede insistente a obrigou a se levantar. Ela calçou os chinelos silenciosos e desceu lentamente até a cozinha, os passos medidos para não acordar nada ou ninguém. A luz fraca das lâmpadas refletia nas paredes brancas e no piso polido, tornando cada sombra alongada e cada movimento um pouco mais dramático do que realmente era. Ao abrir a porta da cozinha, no entanto, algo parou seu coração por um instante. Dominic estava ali. Não esperava vê-lo. Não esperava que estivesse acord

