Arya não lembrava de ter concordado. Em nenhum momento tinha dito sim. Não tinha assentido, nem estendido a mão, nem tomado a decisão em voz alta. Mas estava dentro do carro dele outra vez. Com Latte encolhido em seu colo, ainda tremendo de vez em quando, como se também soubesse que algo tinha sido quebrado para sempre. Seu apartamento. Seu espaço. Seu único lugar seguro. Invadido. A palavra se repetia na cabeça dela enquanto observava a cidade passar pela janela. As luzes pareciam mais distantes agora, como se ela estivesse se afastando da própria vida. Dominic falava ao telefone no banco da frente. A voz era baixa, controlada, mortal. — Quero nomes. Quero quem entrou, quem mandou entrar e quem sabia do endereço. — Uma pausa. — Não me importa quanto custe. Arya fechou os olho

