A casa de Dominic era silenciosa demais durante a madrugada. Não o tipo de silêncio tranquilo, acolhedor — mas aquele que parecia observar, atento, como se as próprias paredes soubessem que algo estava prestes a acontecer. Arya demorou para pegar no sono. O quarto era maior do que o apartamento inteiro onde vivera nos últimos anos. Lençóis macios, o aroma limpo de lavanda, a varanda fechada por cortinas pesadas. Segurança em cada detalhe. E ainda assim… Nada ali era dela. Virou de lado mais uma vez, abraçando o travesseiro enquanto encarava a penumbra. A mente rodava sem parar. A porta do seu apartamento entreaberta. O medo voltando como um gosto metálico na boca. A forma como Dominic simplesmente decidiu que ela ficaria ali. Como se fosse óbvio. Como se fosse inevitável. Como se

