Arya demorou mais do que precisava para descer. Não por dificuldade. Mas porque precisava de tempo. Tempo para respirar. Tempo para organizar os pensamentos. Tempo para lembrar a si mesma quem era… antes de Dominic Russo atravessar sua vida como um furacão silencioso. Latte ficou no quarto, confortável demais para ser arrastado para baixo. Arya o deixou aninhado na cama, acariciando o topo da cabeça dele antes de sair. — Fica aqui, tá? — murmurou. Como se o gato fosse responder. Como se alguma coisa ainda estivesse sob seu controle. Quando abriu a porta do quarto, o corredor parecia mais longo do que antes. Mais silencioso. Mais… vigiado. Ela desceu as escadas devagar. Cada passo consciente. E, mesmo antes de vê-lo, ela sabia. Dominic estava ali. A presença dele era assim.

