LXXXIV

793 Palavras

A ausência de Rowena não passou despercebida. No primeiro dia, foi estranhamento. No segundo, murmúrio. No terceiro… preocupação. A rainha não apareceu no conselho. Não sentou ao lado do rei no trono. Não ouviu as queixas dos camponeses nem mediou disputas. A cadeira ao lado de Ewan permaneceu vazia. — Vossa Majestade, a rainha… — começou um conselheiro mais jovem, cauteloso. Ewan ergueu o olhar lentamente. Bastou isso. O homem engoliu as palavras e baixou a cabeça. — Prossiga — disse o rei, a voz baixa, cortante. O conselho seguiu. Sem Rowena, a sala parecia mais fria. Menos humana. Mais perigosa. Ewan estava diferente. Mais rígido do que jamais fora. As decisões vinham rápidas, sem espaço para debate. Punições eram exemplares e as vezes exageradas. Ordens, absolutas.

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