A cena começou a se repetir pelas ruas de pedra da cidade como algo impossível de ignorar. No início, eram apenas duas. Depois quatro. Logo, pequenos grupos. Mulheres treinavam nos espaços abertos entre casas, nos pátios das tavernas ainda fechadas, perto dos muros antigos. Usavam espadas de madeira, bastões improvisados, escudos gastos. Nada refinado mas havia disciplina. Havia foco. Os camponeses paravam para observar. Um ferreiro interrompeu o martelar, limpando o suor da testa, os olhos presos nos movimentos firmes de sua filha. Uma senhora mais velha fez o sinal da cruz, murmurando algo entre medo e orgulho. Crianças sentavam no chão, imitando os golpes no ar. — Nunca pensei que veria isso — sussurrou um homem. — Nem eu — respondeu outro. — Mas… olha pra elas. Uma jovem er

