A sala do conselho estava mais fria do que o habitual.
Não pelo inverno mas pela tensão.
Os homens já estavam reunidos quando Ewan e Rowena entraram. Rostos fechados. Mandíbulas tensas. Pergaminhos espalhados sobre a mesa longa, alguns ainda marcados com cálculos apressados sobre estoques e custos.
O mais velho entre eles, o conselheiro que servira ao pai de Ewan, foi o primeiro a falar.
— Vossa Majestade — disse, inclinando a cabeça apenas o suficiente para não ser considerado desrespeitoso. — As doações feitas ontem… foram excessivas. Não houve deliberação. Nem consenso.
Ewan permaneceu em silêncio.
Os olhos dele varreram a mesa, um por um, como se contasse inimigos antes de uma batalha. Não disse nada. Não precisava.
Outro conselheiro pigarreou.
— Os celeiros não são infinitos. O inverno m*l começou. Agir por impulso pode custar caro ao reino.
Foi então que Rowena deu um passo à frente.
— Impulso? — questionou, a voz clara, firme, ecoando na sala. — Como ousam chamar de impulso uma decisão que protege o próprio povo?
Os homens se entreolharam. Não estavam acostumados àquela rainha.
— Estão questionando a decisão do rei — continuou Rowena, o olhar afiado. — E isso não é um erro pequeno.
O silêncio caiu pesado.
O conselheiro mais velho apoiou as mãos na mesa, medindo as palavras.
— Sabemos muito bem, Vossa Majestade… — disse, agora olhando diretamente para ela — …que essa ideia não partiu do rei.
Alguns homens assentiram discretamente.
— O rei sempre foi estratégico. Calculista. — Ele fez uma pausa calculada. — Essa foi uma decisão movida por… sensibilidade.
Rowena sentiu o peso daquela acusação.
Ela não olhou para Ewan.
Não hesitou.
— Estão errados — disse simplesmente. — A ideia foi do rei.
Um murmúrio contido percorreu a mesa.
— Foi Ewan quem ordenou a liberação das mantas — continuou ela, firme. — Como rei. Como estrategista. Como alguém que entende que um povo enfraquecido pelo frio não sustenta um reino forte.
Ela se virou levemente, encarando-os um a um.
— Se querem questionar essa decisão, questionem o rei MacAllister. Não a mim.
O conselheiro mais velho estreitou os olhos.
— Então Vossa Majestade confirma… que nada disso partiu da rainha?
— Confirmo — respondeu Rowena, sem piscar.
Foi então que Ewan falou.
— Basta.
Uma única palavra.
Mas dita com a autoridade de quem nunca precisou elevar a voz para ser obedecido.
— A decisão foi minha — declarou. — E não será revertida.
Ele se levantou lentamente.
— Se os estoques diminuírem, eu assumirei as consequências. — O olhar dele se tornou gélido. — Mas não aceitarei que usem minha esposa como bode expiatório por algo que julgam fraco apenas porque envolve compaixão.
O silêncio foi absoluto.
O conselheiro mais velho abaixou o olhar primeiro.
— Como desejar, Vossa Majestade.
Ewan estreitou os olhos, estavam gélidos, olhou para Rowena, forte, olhar impenetrável, ela não hesitava em enfrentar o conselho, ele admirava isso. Olhou novamente para os homens a sua frente, parados, inquietos, tentando usar sua esposa como símbolo de fraqueza, mas isso ela nunca fora.
— HOMENS— a voz de Ewan saiu forte, corta, alta o suficiente para os guardas que estavam no corredor aparecerem correndo.
Rowena estreitou os olhos mas se manteve em silêncio.
Os conselheiros travaram, com medo, sem saber o que Ewan faria.
Dois soldados entraram na sala.
— Vossa majestade — falaram em uníssono com uma reverência curta.
Ewan não tirou os olhos dos conselheiros que estavam de cabaça baixa.
— Duncan, tire todos os guardas do corredor, até mesmo vocês dois, irão fazer guarda no portão do castelo.
— Sim, majestade.
— Me dê sua espada Duncan.— ordenou Ewan a um dos guardas que entregou a ele na mesma hora.
Rowena permanência em silêncio.
— Vossa majestade — a voz do conselheiro saiu trêmula de medo— O que fará com isso, meu rei ?
Ewan fez um gesto com a mão mandando que os guardas saíssem e eles assim fizeram.
Ewan ficou um tempo em silêncio analisando a lâmina, depois jogou sobre a mesa com força fazendo os conselheiros recuarem.
—Vou mostrar a vós que quem manda nesse reino sou eu. E deixar claro que ninguém ousara tentar usar minha esposa contra mim novamente.
Rowena olhou de relance para ele. Os conselheiros engolirem seco.
— Todos vocês, fora. Quero todos em pé na porta do lado de fora. Só poderão sair de lá quando eu ordenar.
Os homens se entreolharam confusos, olharam para a espada jogada na mesa e fizeram imediatamente o que ele ordenou.
— Como deseja, vossa majestade.— todos falaram com uma reverência. Saíram e ficaram em pé do lado de fora, Ewan fechou a porta sem força excessiva e se virou para Rowena.
— Ewan— ela chamou ele se aproximando — O que farás?
Ele levou a mão até o rosto dela acariciando sua bochecha.
— Mostrarei a eles que somos os soberanos dessa terra, e principalmente deles.
Rowena franziu o cenho confusa.
Ewan passou a mão por trás de suas costas e a ergueu a colocando em cima da mesa com força, o barulho foi alto e o choque também, a coroa de Rowena caiu rolando pelo chão.
— O que estás fazendo?— Rowena perguntou baixo, mas não obteve respostas verbal.
Ewan puxou ela para mais perto e encaixou ela entre suas pernas, levou os lábios até seu pescoço e passou a língua até a orelha dela, Rowena gemeu surpresa. Ele capturou sua boca em um beijo quente, profundo. Rowena levou as mãos até seu cabelo longo e encaixou os dedos em seus fios loiros. Ewan abriu as pernas dela e se agachou, com mãos impacientes ele puxou com força o short de cetim que ela usava e ele cedeu facilmente em suas mãos. Agarrou as mãos nas coxas de Rowena e passou a língua em sua i********e. Rowena foi pega de surpresa pela sensação e apertou o cabelo dele, Ewan rosnou baixo enquanto mordia sua coxa, ajeitou a posição de Rowena e começou a saborear sua i********e sem delicadeza, passando a lingua quente pesadamente por toda sua i********e. Rowena começou a gemer alto, alcançou a mão na coroa de Ewan e jogou longe. Ele apertou mais a boca nela e Rowena gritou alto o nome dele.
Os conselheiros do lado de fora entenderam o que estava acontecendo. Se entreolharam sem graça e abaixaram a cabeça.
O mais velho ao ouvir o grito de Rowena chamando por Ewan, fechou os olhos.
— Pelos deuses..— disse incrédulo.
— Eles...eles estão.— outro começou mas não teve coragem de terminar a frase.
Todos cruzaram os braços e abaixaram os rostos, os gritos de Rowena preenchiam o corredor.
Rowena dentro da sala chamava por Ewan cada vez mais manhosa, suas pernas começaram a tremer levemente e Ewan sabia que ela teria um orgasmo. Intensificou os movimentos da sua língua e Rowena não durou muito, Ewan ficou ali e limpo cada gota do prazer dela.
Levantou se para encara-la. Ela estava ofegante, as mãos firmes na lateral da mesa, bochechas coradas.
— Sabes que eles ouviram não é?— Rowena disse em um fio de voz, apenas comentando, ela não tinha nenhum sinal de vergonha pelo que tinha acontecido.
— Sei, por isso mesmo mandei que ficassem.
Rowena sorriu levemente.
— Queria que eles ouvissem ?
— Queria que eles soubessem que é minha, tenho certeza que nunca mais irão tentar te usar contra mim.
Rowena sorriu e beijou Ewan. Ele quebrou o beijo minutos depois.
Foi até a porta e chutou, fazendo os conselheiros pularem de susto.
— Vocês, dispensados.
Os conselheiros saíram quase correndo dali tropeçando nos próprios pés.
Rowena soltou uma gargalhada e Ewan a acompanhou.