XC

1268 Palavras

A noite já havia tomado o castelo quando Ewan parou diante da porta dos aposentos da rainha. Dessa vez, não levou guardas. Não levou postura de rei. Apenas respirou fundo… e entrou. Rowena estava perto da janela, de costas. As velas iluminavam suavemente o rosto dela. Os olhos estavam vermelhos. A pele levemente marcada. Ela havia chorado. Mas no instante em que ouviu a porta, endireitou os ombros. Quando se virou, o gelo já estava de volta. — Majestade. — a voz saiu lisa como lâmina polida. Ewan fechou a porta atrás de si. Deu dois passos. Antes que ele dissesse qualquer coisa, ela inclinou levemente a cabeça. — Veio mandar que me prendam? — perguntou, fria. — Ou decidiu que o tapa foi traição suficiente para uma execução discreta? A provocação foi cirúrgica. Ele não reag

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