CAPÍTULO 2- AMOR INEXPRIMÍVEL

975 Palavras
Germano era primo de Alisson! Eu sabia que aquela não era a primeira vez que havia o visto. Ele ia me ver todas as manhãs no colégio, e a gente ficava conversando com um portão nos separando o intervalo todo. Eu do lado de dentro, e ele do lado de fora. Ainda rolava selinho antes de eu voltar para a aula. Ele me tratava como uma prioridade mesmo! Todos os dias, ele estava me esperando pontualmente em frente á escola. Ficamos assim por um tempo, até eu começar a receber convites para dormir na casa de amigas. Minha mãe sempre descolada, me deixava ir. Após um milhão de recomendações. Apesar de me dar muita bronca e de se preocupar, ela confiava muito em mim. E estas idas para a casa de amigas, foi o que acendeu uma paixão avassaladora. Quanto mais estávamos juntos, mais vontade tínhamos de estar perto, um do outro. Germano era o cara mais especial do mundo. Ele estava muito envolvido por mim, e eu por ele. Até que chegou um dia, que eu fiquei aflita por não saber de fato o que estava rolando entre nós. Eu queria concretizar aquilo. Ele era o meu ar, e eu o dele. Já não havia mais sentido, não oficializar algo tão especial com um título de namoro, eu queria me sentir comprometida. Com alguns empurrãozinhos das nossas amigas em comum, ele me pediu em namoro. Não teve surpresa romântica, não teve nada demais,mas teve sinceridade, e amor. Afinal, nós éramos super jovens e inexperientes. Eu com 13,e ele com 15 anos. Sim, eu era extremamente jovem, mas sempre aparentei ter mais idade do que realmente tinha. Pelo meu corpo, que evoluiu muito cedo, e pela minha mentalidade também. Apesar de imatura, ingênua, eu sempre fui um pouco á frente do meu tempo. Germano foi o primeiro grande amor da minha vida. Foi a pessoa que mais amei, e que mais me amou. O sentimento era recíproco do início ao fim. Eu fui a sua primeira namorada, e ele se jogou de cabeça na nossa relação. Ele fez por mim, as maiores loucuras de amor possíveis. Mandou o barbeiro escrever "Mari" em sua cabeça em minha homenagem, pediu a minha mãe para me namorar, fazia pulseiras e presentes em artesanato para me dar, e quando tinha oportunidade de pegar em dinheiro, sempre dava um jeito de me presentear de alguma forma. Ele era sensível, sincero, respeitoso, tudo que qualquer menina sonharia em ter. E muito apaixonado, chegando a ser aquela pessoa bem "chiclete", sabe? Porém, tudo foi se desfazendo quando no nosso primeiro dia dos namorados, eu o presenteei com um perfume! Eu odeio superstições, mas minha mãe me avisou, a mãe da minha amiga também me avisou, e eu teimosa, não dei ouvidos!! Tá, mas aí você vai perguntar :O que diabos aconteceu depois disso?? Eu simplesmente, enjoei de Germano! Todas as vezes que ele ia me ver, e estava usando o bendito perfume que eu mesma dei, o meu estômago embrulhava! Sem me sentir, o sentimento foi embora. Os beijos dele já não eram tão bons, a companhia já não me deixava nada animada, ele sempre vir atrás de mim me incomodava bastante, tudo que ele fazia me incomodava ... Parecia um feitiço pro m*l! Mas eu tenho quase certeza que tudo isso foi fruto da inveja! As pessoas que considerei amigas, simplesmente ofereciam-se para ele na minha frente, quando não apresentavam uma prima, uma amiga, uma irmã,na intenção de que houvesse interesse da parte dele. E o propósito pelo visto, era um só :Nos destruir! E por incrível que pareça, eu só queria evitá-lo! Eu não conseguia mais sentir aquele amor intenso que deixava as pernas bambas, e o estômago revirado por borboletas. Encontrá-lo já não era prazeroso como antes. Eu errei. Errei muito! Comecei errando, quando criei uma paixão s*******o, obsessiva por um dos amigos dele. E o tal amigo, i****a, correspondeu. Namoramos por apenas dois meses, e Germano sofreu um verdadeiro inferno por culpa minha e desse namoro. Mesmo assim, ele me procurava em minha casa chorando, pedindo para voltar praticamente todos os dias, e nós nos beijávamos. Da parte dele, amor. Da minha, por pura pena, eu sentia muito dó da situação dele. Eu realmente achava que estava apaixonada pelo amigo dele. Após os dois meses, ele não aguentou mais sustentar isso, sentia - se culpado por saber que Germano me amava demais e estava sofrendo por minha culpa. Ele terminou comigo, e em seguida criou um certo ódio de mim. Uma raiva. Sendo que realmente, eu que fui atrás dele. Ele caiu na minha lábia, porque quis! Eu sofri horrores, por achar que o amava. Me humilhava, ele me xingava, e Germano sempre disponível. Sempre de braços abertos. Quando eu não tinha outras opções, o usava como válvula de escape. Depois, uma nova paixão surgiu! Outro amigo de Germano (chamado George) declarou um amor por mim que eu não entendia, e nem conseguia corresponder. Ele fazia desenhos lindos de mim, e me mandava. Cartas, e mais cartas, a mãe dele ia atrás de mim para falar sobre as qualidades do filho e que ele queria me namorar, e realmente nada ali estava normal! Era como se houvesse uma magia pesada para que tudo desse errado. Assim como apareciam paixões aleatórias que nunca alimentei, apareceram para Germano também! Ele lutou por mim de todas as formas possíveis. Mas eu estava cega! Eu não conseguia definir o meu sentimento por ninguém. Beijava várias bocas, mas sempre no dia seguinte sentia um desespero, uma crise de choro, um vazio... E quem sempre estava lá? Ele mesmo. Germano... Meu Germano... Independente, do quão r**m eu tivesse sido, ele sempre estava ali disposto a tentar me entender, mesmo não tendo nada para entender, além de pura falta de caráter da minha parte.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR