Daniel ainda não conseguia acreditar que seu amigo estava envolvido nessa confusão. No fundo, eu deveria ter adivinhado que tinha o dedo dele no meio. Agora pensando com clareza, na noite em que cheguei, ele parecia bem feliz em me ver chegar alterada. Eu só não esperava que ele fosse aprontar para cima do próprio amigo. Saímos do ginásio em total silêncio. Daniel segurava minha mão, porém não disse uma palavra. Acho que saber que seu amigo tinha agido pelas suas costas, tinha pegado ele de surpresa. Eu queria falar alguma coisa, mas falar o que nessa hora? As pessoas viam a gente passar e desviavam o olhar, com certeza já deviam saber o que tinha acontecido no ginásio. — Daniel, onde estamos indo? — Perguntei por fim. — Estou indo deixar você no trabalho e depois vou procurar Decan e

