E eu tô nele pra vencer.

836 Palavras

Florela: Olho tudo ao meu redor a sala dele é a mesma de sempre, mas hoje… silenciosa demais o som do ventilador rangendo no canto me irrita o cheiro de uísque no ar parece mais forte. Caneta está sentado como quem já sabe. Dogui vai e volta com papel, foto, voz abafada no rádio. Cada vez que ele entra, os olhos dele me encontram rápido, e depois fogem. Tudo aponta pro mesmo nome. Era como se o tabuleiro inteiro tivesse tremido e só uma peça vacilado. E foi essa peça que ele mandou trazer. —Caneta: Leva pra salinha ele falou, seco. Eu sabia o que significava ali ninguém grita. Ali não tem tapa na cara nem espetáculo ali é no olho, na mente e quem treme, cai. Quando ele me olhou e disse —Cabeta: Florela, pode ir. Balancei a cabeça. — Não. A sobrancelha dele arqueou devagar,

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