Breninho: No intervalo, a Florela tava sentada no muro com a menina nova sim, nova de tudo chegou no morro fazia uma semana, disse ela olhar calmo, jeito de quem ainda tava tentando entender o barulho da quebrada. Eu fiquei só observando de longe. Na fala dela tinha uma delicadeza que é rara por aqui um jeito manso, que parece não querer incomodar, mas que…fica. Me aproximei devagar sentei no chão, ali do lado delas a menina segurava um livro de poesia, poesia coisa rara hoje em dia alguém ler principalmente no intervalo de uma escola quente, cercada de gritos e bola chutada. Peguei meu suco da mochila e ofereci. Ela aceitou com um sorriso pequeno. Tirou da lancheira um sanduíche embrulhado no papel e, sem falar nada, partiu ao meio, me deu metade quando os dedos dela encostaram no

