A vida não espera.

756 Palavras

Florela: Acordei cedo o despertador tocou baixinho, mas eu já tava com os olhos abertos. Fui direto pro banho, lavei o rosto, respirei fundo. Café forte, amargo, do jeito que o pai gosta e eu aprendi a aceitar. Puxei o tabuleiro da prateleira com cuidado, como quem convoca uma reunião de guerra as peças frias pareciam me esperar. Meu pai apareceu sonolento, coçando os olhos e arrastando chinelo. Quando me viu ali, já pronta, só me lançou aquele olhar sério, cheio de leitura por trás não perguntou nada só serviu o café, se sentou à minha frente… e moveu a primeira peça. Eu saquei meu caderno surrado, aquele que carrego desde o começo de tudo. Deixei ele aberto ao lado do tabuleiro, com nomes rabiscados, observações curtas, dúvidas entre linhas tortas. — Quem seria o Judas? O pai n

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR