5-Aurora

1137 Palavras
Férias na praia Depois de passar mais uma tarde na praia, com minha família, decido sair da água onde me divertia com meu pai e minhas irmãs. —Vou ver se mamãe precisa de ajuda. Digo ja saindo. —Só se for pra atrapalhar, por que na cozinha você não ajuda em nada. Reviro os olhos e deixo essa insúportavel de Briana falando sozinha. Na areia, pego minhas coisas e depois de tirar a areia do corpo no chuveiro da rua, encontro mamãe na cozinha. —Mamãe, o jantar está pronto? Pergunto assim que entro e ela sorri. —Quase filha, da tempo de vocês quatro tomarem banho. —Está bem... Digo me aproximando dela e lhe dando um beijo. Quando estou saindo da cozinha, encontro papai e minhas irmãs que logo vêm escada acima também. Depois de tomar um banho e colocar uma roupa limpa, desço e encontro papai arrumando a mesa, vou até a cozinha, pego os pratos e começo a ajudá-lo. Depois de a mesa posta, nos sentamos todos e começamos nossa refeição. —Mãe, pai, Sandi me chamou para ir hoje em uma baladinha na casa dela. Decido pedir de uma vez. —Aurora, Aurora... Meu pai fala. —Pai, serão apenas o pessoal da escola, a maioria da nossa sala. —Bom, é verdade. Briana diz, em minha defesa. —E você vai Briana? Papai pergunta. —Eu não. Prefiro ficar em casa. Reviro os olhos. —Sua vida é tão chata. —Sua vida é tão bagunçada. —Meninas. Minha mãe diz olhando para o papai, pergunta. —Vai deixar ela ir? —Claro, mas Ícaro vai junto. Me ajeito melhor em meu lugar, ja ficando mais animada ainda. —Mãe, pai, vocês devem pagar o triplo do sálario ao Ícaro, por que o coitado sofre. Briana diz, rindo. —Eu só deixo a vida dele mais emocionante. Falo dando de ombros. Meu pai e minha mãe me olham curiosos. —O que você quer dizer com isso? —Nada mãe. Digo enquanto ela balança a cabeça e eu não consigo conter o sorriso. Depois de eu e minhas irmãs organizarmos tudo, vou para o quarto me arrumar para a noite. Coloco um shorts jeans curtinho, uma rasteirinha e uma blusa ciganinha na cor branca. Quando estou pronta, desço as escadas e Ícaro ja me aguarda, dou um beijo em mamãe e quando vou me despedir de papai ele diz. —No máximo as 01:00 hora da manhã em casa, e nada de usar drogas ou bebidas álcoolicas. Meu pai fala em tom sério. —Pode deixar, papai. Ícaro vai estar lá. Meu pai balança a cabeça. —Que Deus ajude ele. —Pai! Digo saindo dali e Ícaro acelera o passo, rindo atrás de mim. Todos dizem que sou o castigo de Ícaro, tudo por que depois que me descobri apaixonada por ele, tentei sondar sobre algum relacionamento. Mas o abençoado, nunca me dá uma resposta. Um dia fui ao cimena e depois do filme, disse que ia ao banheiro, la dentro me juntei com uma turma de meninas novinhas e sai conversando e rindo com elas, ele não me viu sair e quando chegou em casa, tenho quase certeza que só não me avançou no pescoço por que papai estava junto. Mas bom, até papai queria me estrangular. E na outra vez, fui ao shopping com ele e entrei em uma loja e ele não me viu sair e entrar na outra. O pobre estava quase tendo um infarto me procurando e naquele dia, foi a primeira vez que ele me chamou de outro nome além de "senhorita Aurora" Não contenho o sorriso ao lembrar da cara dele. —Alguma coisa engraçada, senhorita? Ele pergunta me olhando pelo retrovisor. —Nada demais, apenas lembrando do dia em que você me chamou de peste. Solto uma gargalhada. —Se a senhorita continuar assim, irei infartar antes dos quarenta anos. —Vai nada, você nem parece ter trinta. Ele quem ri. —Chegamos senhorita. Aproveite a noite, estarei te olhando de longe. Tiro o cinto e me sento mais perto dele. —Por que não aproveita a noite com todo mundo? Pergunto animada, só assim conseguiria o que tanto desejo. —Por que eu ja sou velho para curtir com adolescentes, e estou aqui para te trazer juízo quando o seu for embora. Mostro a língua para ele e saio do carro. Ouço ele descer logo em seguida, vindo atrás de mim. Me jogo na pista de dança e me entrego na música, capricho em meus movimentos, sei que mesmo que não me olha da forma que gostaria, ainda assim ele me vê. Gostaria que ao menos um dia, Ícaro me olhasse como uma mulher, e não uma pirralha irritante. —Aurora, por que seu guarda-costas não se junta a nós. Sandi fala, dançando perto de mim. —Estamos loucas pra um dia aquele homem gostoso deixar uma de nós se aproximar e poder beijar aquela boca gostosa. Reviro os olhos, guardo meu segredo muito bem guardado, que nem minhas amigas se tocaram que eu sou a que mais desejo beijar aquela boca. Passo a noite toda ali, me divertindo com meus amigos, aproveitando os últimos dias das nossas férias, logo voltaremos a correria do dia a dia. No próximo ano, intensificarei meu reforço em minhas aulas de desenho. Quero fazer faculdade de arquiterura, e quero ser a melhor. —Ícaro, vamos? Digo me aproximando dele. —Vamos. Ele responde e seguimos para o carro. Vou o caminho todo admirando meu protetor, o homem em quem confio de olhos fechados. Por que, Senhor? Por que eu tenho que amar um homem que não me vê além de uma adolescente. Isso é injusto. Penso enquanto seguimos nosso caminho. Assim que ele estaciona, desçe e abre a porta para mim. —Entregue mais uma vez, senhorita. —Obrigada mais uma vez, Ícaro. Digo sorrindo. —Tenha uma boa noite de descanso. Ele me fala, indo novamente para o lado do motorista. Me viro pra ele sorrindo. —Bom descanso, Ícaro. Durma bem. Me viro e saio saltitante para dentro de casa. Nesse "Durma bem" ja desejei junto que ele sonhe comigo. Chego em meu quarto e vou direto pro banho. Depois, visto um pijaminha babydool e me deito em minha cama, pegando meu caderno de desenho, começo a desenhar Ícaro, sentado no banco do motorista, enquanto me olha pelo retrovisor. Durmo minutos depois, com o caderno jogado ao meu lado na cama. Nos meus sonhos, Ícaro é louco e apaixonado por mim, seus beijos banham meus lábios e suas mãos vão muito além de um gesto para mim poder descer do carro. Gosto da noite, é ali que nos meus sonhos que meus desejos realmente são vividos por mim.
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