Baby, você é r**m para mim, como drogas nas minhas veias.
Bad Drugs | King Kavalier
— A carta que te escrevi. — Ele falou como se fosse tão óbvio as cartas que ele me escrevia ter alguma ligação com Frozen, uma aventura congelante.
— Além de cigarro comum, você fuma maconha? — Perguntei séria, realmente preocupada.
— Não! — Ele respondeu mais óbvio ainda — As vezes. — balançou a cabeça confuso — Por que tá me perguntando isso!?
Balancei a cabeça negativa. Willian só podia estar tirando alguma brincadeira maldosa com a minha cara.
— Você só pode está drogado, por que faz anos que não escreve nenhuma carta pra mim! — Respondi seca, voltando minha atenção pra televisão.
Com a minha visão periférica vi o Will desorientado, pegando seu notebook na mochila para usar. Finalmente me deixando em paz. Eu até ia me aprofundar no assunto da carta, mas ai ele soltou um "deixa pra lá" e como eu ainda estava p**a pelo comentário que ele fez de manhã depois da gente dormir juntos, deixei mesmo.
Se ele está pensando que me tem tão fácil assim...
Respirei pensando.
Até tem.
Mas ele não precisa saber disso.
Não vou usa-lo como concerto pra minha vida, como um consolo, como um amor que congelou por anos assim como a Elsa e de repente foi salvo e descongelado. Não é um conto de fadas e eu me n**o a ser tão ingênua em acreditar que posso esperar algo feliz de nós dois.
Ele continuou respirando pesado do meu lado do sofá, enquanto rolava os olhos na tela do computador, não ligando pra minha presença ali. Desejei que sua visão voltasse pra minha calcinha, que propositalmente eu tinha escolhido, imaginando esse momento. Mas ele não o fez. E nessa altura do campeonato eu não ia me concentrar naquele maldito filme mais.
Desliguei a tv, bufando de raiva.
— Não vai mais assistir? — Ele perguntou como se realmente não tivesse entendendo nada.
— Por que está tão empenhado em estragar meu dia de folga? — Questionei azeda, realmente querendo saber sua resposta.
— Nossa. Tinha esquecido como a sua TPM é agressiva. — Arqueou a sobrancelha voltando a visão pro aparelho em suas mãos.
— Vai se f***r, Carter. Não estou de TP... Quer saber? Não te devo explicações. Por que não vai dormir com o d***o e me deixa em paz?
Me lembro bem do que ele disse.
"Eu iria preferir dormir com o d***o".
Idiota.
Tentei trazer de volta as palavras pra minha boca, mas já era tarde demais.
— Ah, agora entendi tudo. — Ele riu balançado a cabeça. FINALMENTE!
Desejei por tudo que a Abby aparecesse agora, naquele momento me salvando das garras dele. Minha amiga dividia seu tempo em estudar, ficar com Danver no seu quarto ou no dele. Não sobrava espaço pra mim e isso significava = Willian me azucrinando.
Pensei em levantar, mas meu corpo parece cimentado em cima do sofá. A sua presença parecia me atrair como uma força magnética, ao mesmo tempo que me irritava a ponto de me deixar fora de sí.
— Você é o próprio d***o, Samantha... — Riu displicente, tombando a cabeça pra trás no encosto do sofá e me fitando melhor.
— Só pode está brincando com a minha cara, né? — Perguntei, sentindo o coração galopar dentro do peito, observando criteriosamente a sua postura analítica pra mim, como se tentasse ler em meus olhos tudo que eu fazia tanta questão de esconder.
Seguramos o olhar por alguns segundos. Mordi o lábio, nervosa, me odiando por ficar assim quando se trata do Willian. Um sorriso cheio de maldade brincava nos seus lábios, e os seus olhos por hora cinzas e por outras azuis, brilhavam em um cor indecifrável agora, me roubando todo o ar dos pulmões. Seus braços definidos não propositalmente, estavam á mostra expondo alguns dos desenhos na sua pele, o que deixava ele ainda mais atraente. Minha mente viaja, com a imagem desses mesmos olhos me encarando tão intensos no meio das minhas pernas...
Não, não, não, não Samantha! Você está caindo no jogo dele.
Foi difícil de me controlar, quando a palavra "posso" saiu como uma pergunta dos seus lábios, ao mesmo tempo que os seus dedos encontraram a tira lateral da minha calcinha por baixo da blusa ameaçando desce-la pelas minhas coxas. Era tudo que eu queria, mas por que raios eu fico com tanta raiva ao ponto de não saber mais o que fazer?
— Não to brincando, Sam — Sua voz saiu como um sussurro, e seus dedos continuavam fazendo desenhos pelos meus quadris — Eu dormiria com você, de novo, e de novo... e de novo... — Ficou repetindo e eu continuei com o corpo paralisado. Ele sorriu mostrando os dentes, nem um pouco intimidado continuando a me instigar — Aliás, nem dormiríamos, estaríamos ocupados com outras coisas... — O sacana disse escorregando com as pontas dos dedos pela parte interna das minhas coxas.
— Não vai rolar... — pausei, fechando os olhos esperando os dedos dele chegarem na minha i********e — ...de novo. — Minha palavras saíram como um gemido, nada coerente com o que eu realmente sentia. A respiração começou a falhar e eu arfei, sentindo os círculos que ele fazia delicadamente em cima da renda da minha calcinha. Continuei com os olhos distantes dos dele, ainda de costas, não queria que ele visse que causava esse efeito delirante em mim.
E eu desisti de o tentar parar. Por que eu o queria! Queria muito! A cada toque um formigamento mais intenso na minha pele. Minha boca secou e o coração palpitou. Fechei os olhos, lutando contra com o meu eu interno, para manter a pose de dura, mas eu falhei miseravelmente.
— Então me pare! — Disse roçando o topo do dedo entre o elástico e a minha pele, ameaçando de me tocar no ponto exato do meu prazer. Eu sei que to molhada e eu sei que ele já sabe disso. — Se for capaz, é claro.
— Maldito. — Soprei, sentindo minhas pernas perderem totalmente a força.
Sua boca mantinha uma sugestão de sorriso. Cogitei falar um não, mas eu não queria o parar, eu queria que ele continuasse. Minha b****a latejava. Droga! Soltei o ar preso nos pulmões, quando finalmente ele deslizou pelos meus lábios íntimos, sentindo toda aquela região esquentar e eu quis estrangula-lo por me deixar dessa forma tão boa de uma maneira tão irritante.
— c****e, Sam! Tão molhadinha...
Sua outra mão se afincou na carne macia da minha b***a, soltando apenas para dá um leve tapa e voltando a aperta-la num gesto selvagem. O olhei por cima dos ombros e foi uma péssima decisão, seu olhos estavam banhados de luxúria e sei que encharquei mais ainda seus dedos que ameaçavam entrar dentro de mim.
Ele afastou o notebook que ainda estava no seu colo e escorregou o peso do seu corpo contra o meu, senti o seu volume duro encostar na curva dos meus quadris quando a sua boca chegou a roçar no lóbulo da minha orelha, umedeci os lábios, ao mesmo tempo que sentia meu pulmão tentar respirar melhor, ouvindo a sua voz rouca dizer palavras sujas demais pra mim. E isso é o meu mais novo e mais atraente passa tempo favorito.
— Diga que me quer — Seu hálito quente, com cheiro de menta, rastejou pela minha face.
Queria senti-lo por todo o meu corpo. Me tomando por inteira, como uma droga lenta invadindo as minhas veias.
Você não pode fazer isso! Meu orgulho me lembrou.
— Diga, Samantha! Diga quer ver eu te chupando. — Ele insistia e eu estava quase cedendo. — Te dedilhando, te fazendo gozar... Diga que quer me sentir ir cada vez mais fundo dentro de você.
Sua boca desceu para meu pescoço, sugando a pele fina e eu tive que fazer uma força surreal para obedecer o meu orgulho. Eu estava tremendo. Por que reajo dessa forma? Tive que morder a língua, para que o a palavra "quero" não saísse.
Seus dedos me deixaram bruscamente e os seus olhos estavam apertados em um sorriso, quando eu me virei de frente para o encarar, ansiando para que ele continuasse.
— p***a?! — Indaguei incrédula que ele realmente tinha parado de me tocar, assim, do nada.
Agora to p**a pra c*****o! Por que ele começa e não termina?
— Quê? — Perguntou retornando sua atenção pro notebook, se fazendo de desentendido, totalmente.
Isso é uma especie de jogo sádico?
— Por que fez isso comigo? — Minha voz saiu fraca, banhada de frustração — E depois parou?
Me sentei no sofá, com o queixo caído e sentindo a raiva ferver.
— Não sou um babaca! Só vou continuar se você quiser. — Ele deu de ombros. — É claro...
Mas que filho da...
Antes que eu pudesse parar meu corpo, eu já tinha colocado seu notebook de lado novamente e subido em seu colo, agarrado a sua mandíbula num toque feroz.
— Não me faça te pedir pra me fazer gozar, Willian Carter! — Segurei seu rosto com a mão, sentindo nossas respirações se misturarem enquanto eu bufava de raiva.
— Por que não? Ontem você me pediu, me lembro bem disso... — Disse com os olhos piscando cinicamente.
Meu rosto todo franziu de ódio e mesmo assim eu ainda o queria.
— Não brinque comigo, Carter! Você vai pedir para nunca ter começado isso. — Meu dedo abanava na frente do seu nariz e ele deu de ombros na minha frente, desacreditando da minha ameaça. Eu não sabia se iria cumpri-la até me sentir ameaçada por ele.
Friccionei o peso do meu corpo, em cima do seu volume que continuava crescendo em baixo do centro das minhas pernas. Meus lábios chegaram bem próximos do seus quando eu soprei "não diga que eu não avisei".
Escorreguei até o chão, ficando de joelhos na frente dele. Meus olhos analisavam os seus, que pareciam confusos e, talvez, com medo?
— O que está fazendo? — Sua voz rouca perguntou, quando a sua mão tocou as minhas que estavam em cima do botão do seu short, como se até fosse tentar me fazer não ir adiante com aquilo.
— Me pare, se for capaz. — Ri com a mesma perversidade que ele ria antes, puxando o tecido mais pra baixo, lhe despindo apressadamente.
— A-A Abby... Sam... A Abby pode chegar. — Disse nervoso até me ajudando a descer sua cueca junto. Eu sei que ele não é capaz de resistir a isso.
— Não me convenceu! — Disse ríspida, quando um sorriso m*****o cheio de vitória estampava minha cara.
— Só me chupa, me chupa logo. — Pediu, quase como uma ordem e seus olhos estavam numa confusão entre ódio e desejo.
Um lado dos meus lábios cresceram presunçosos, enquanto eu arqueei as sobrancelha em sua direção. Brincar com o Willian é mais fácil do que eu imaginava. Ele tem razão, eu sou o próprio d***o.
— Não é me pedindo assim que vai conseguir, Will. — Formei um biquinho, como se estivesse triste por ele e eu tive a certeza que se ele pudesse me sufocaria com alguma almofada do sofá.
Ele mordeu os lábios com força, em pura raiva.
— Me chupa... — Disse baixinho, quando fechou os olhos fugindo de um contato visual. — por favor...
Ainda demorei alguns segundos, apreciando o orgulho do Willian ser quebrado, estraçalhado e jogado ao vento, por simplesmente ele me querer, me querer tanto que é incapaz de negar a sí mesmo.
Ele abriu o olho e meneou com a cabeça como se dissesse "vamos logo, já fiz o que pediu".
— Olhe para mim! — Disse autoritária — É a sua vez de gozar, chamando o meu nome.
Deslizei meu dedo indicador, para cima e para baixo. Seu m****o era pesado, grosso e macio como veludo. Alternei meu olhar pros dele, que me encararam com sagacidade, um brilho perfeito dentro do cinza. Não pude conter um sorriso malicioso brotando nos meus lábios quando vi a expectativa esquadrinhar o seu rosto, parecia que eu tinha dado um doce a uma criança. A minha língua passava de uma ponta a outra na minha boca, pensando como eu deveria iniciar.
Eu iria de uma vez ou devagar?
Escolhi a segunda opção, nada mais instigante do que tortura-lo. Dei um beijinho na cabecinha, enquanto continuei o punhetando vagarosamente. Passei dos beijinhos para leves chupadas, ainda na ponta, umedecendo toda a região. Willian revirava os olhos, sentindo o prazer misturado com a agonia lenta.
— Sam... Tá me maltratando.
— Cala a boca! — Parei relembra-lo a escolha que ele tinha tido em me torturar antes, depois continuei fazendo sucções até ter ele todo dentro da boca. Sinceramente pensei que não iria conseguir, ele era o maior de todos que eu já tinha visto, contando que na minha vida monótona a dois com o Luca eu não tinha visto muitos além do dele. Fiz os movimentos de vem e vai ao mesmo tempo que ele gemia abafado, falando coisas inaudíveis.
Apreciei toda aquela visão, ficando cada vez mais excitada.
— Vou gozar.... Na sua boca ou então se afasta. — Ele me avisou ao mesmo tempo que ouvimos a chave girar na porta da sala.
Droga.
Em um pulo, tirei minha boca dele e me levantei do chão sentando no sofá. O Will pegou uma almofada e se cobriu quando vimos a Abby cruzar a porta mais rápida que a velocidade de uma bala e parar para nos olhar com um ar travesso, prestes a soltar alguma piada irritante sobre nós dois. Já que o Willian curiosamente estava sem ar nenhum e eu limpando os cantos da boca, que deve estar vermelha e inchada.
— Vocês...? — Ela começou a falar, mas desistiu ao ver meus olhos suplicarem para ela parar — Não vou falar nada! — Balançou a cabeça negativamente, sufocando uma risada, depois indo em passos rápidos para o quarto.
Sinto as minhas bochechas pegarem fogo quando vi o Danver também entrar na sala e nos olhar com a mesma cara que a Abby tinha olhado.
— Vocês...? — E foi a vez do Will suplicar para ele parar, apenas com os olhos.
Quando eu estava prestes a dizer um NÃO bem redondo, sentindo a vergonha me consumir, escutamos a Abby gritar lá do quarto: — Sim, eles estavam sim!
Revirei os olhos.
— Então o Alex estava certo mesmo, em Will? — Danver gargalhava ao nosso lado.
— O Alex? — Perguntei com a vergonha dando lugar para curiosidade.
— É. Sabe que ele tá afim de você, né Samantha? — O garoto perguntou, alternando os olhos entre eu e a carranca do Willian.
— Sei...
— Então, ele disse mais cedo que ia investir em vocês, antes que o Willian tomasse à frente .
Olhei pro Willian para ver o tanto de veracidade que tinha naquilo, e confirmei, quando eu vi ele bufando na direção do amigo.
— Pobre Alex, m*l sabe ele que o Will já ganhou essa corrida. — Abby disse nos alfinetando saindo do quarto com uma trouxa de roupas nas mãos, indicando que iria dormir com o Danver fora. — Aproveitem pombinhos, ou melhor, coelhinhos, façam isso a noite toda! — Saiu pela porta da sala soltando um beijo e o Willian lhe mostrando o dedo do meio.
— Eu te odeio! — Soprei pra ele, me levantando do sofá e indo pra bem longe cavar um buraco para enterrar minha cara, depois que a minha amiga e o seu namorado me viram do lado do Willian com uma cara de quem entregava estar prestes a explodir p***a por todo lado.
E escutei ele dizer atrás de mim: — E Abby vai me odiar quando ver que eu gozei na sua almofada do sofá, deveria ter sido na sua boca!
Tarde demais...
Vocês são demais!!!
O que estão achando? ?
sem spoiler, mas esse Will tem uns podres guardados. Palpites?