— Agache. A palavra é como um tiro. Ele bate contra as superfícies duras naquele espaço, reverbera pela minha espinha e machuca meus dentes. Eu o encaro com horror. Eu não consigo respirar. Ele quer que eu assuma a posição mais humilhante possível! Eu inspiro o ar espesso e úmido com pressa e ele escapa rapidamente pelos meus dentes cerrados. — Não. Minha língua desliza suplicante sobre meus lábios. — Por favor. Seus olhos observam minha língua. — Não tenho o hábito de repetir — diz ele friamente. Meu estômago se contorce perigosamente, mas me forço a não reagir com raiva. Eu não vou dar a ele a satisfação. É uma provação, mas triunfarei. Eu reconheço o que ele está fazendo. Ele está estabelecendo os termos do nosso acordo. Não deve haver ternura, nem bondade, nem mesmo

