Abro a porta do carro para ela entrar e isso só me lembra que ela nunca sentou no banco da frente comigo por vontade própria, nas poucas vezes que saí com ela. Dou a volta no carro e entro, colocando o carro em movimento instantaneamente. —Você quer ouvir alguma música? —Pergunto a ele, lançando-lhe um breve olhar. —Sim—, ele responde sem olhar para mim. Liguei o rádio e deixei ela escolher a música, ela raramente gostava de uma opereta da Itália, o que me fez rir mas não falei nada. Aí me lembrei de ter ouvido que ele gosta muito de balé e que fazia isso, mas provavelmente ele não se lembrava de nada disso. Estaciono perto de casa, antes que ela saia, desço para abrir a porta para ela, peço para um dos meus homens levar a caminhonete até o estacionamento da casa. —Estranhamente, não

