Algumas horas já tinham se passado e meu braço já estava enfaixado quando sai do hospital com Magrão e Pedro atrás de mim. Eu não havia trocado sequer três palavras com Magrão, evitando-o e falando apenas com Pedro. Estava chateada com ele, e tinha motivos para tal. Eu não sabia de quase nada do que havia acontecido na invasão. Só sabia que Carlinhos estava morto e Sinistro tinha conseguido finalmente recuperar a favela. Uma parte de mim se animou com isso, pois eu poderia voltar para casa e tocar meu salão do jeito que sonhei. O diário ainda estava comigo, e eu não avisei a ninguém sobre. Entregaria na mão do Sinistro quando o encontrasse. E Wellington... Estava bem. Graças a Deus. Fiquei aliviada quando Magrão disse e quase chorei ao agradecer a Deus por isso. Não aguentaria perder

