O que não se apaga

810 Palavras

A leveza durou até a primeira curva depois do morro. Não porque algo tivesse acontecido. Mas porque o silêncio dentro do carro era diferente. Alice estava relaxada no banco do passageiro, a cabeça apoiada no vidro, observando as luzes da rua passarem em reflexos alongados. O corpo ainda guardava o ritmo da música. Havia algo quase raro naquela sensação: normalidade. Bento dirigia com uma mão no volante e a outra repousando no câmbio. A postura tranquila. Mas a mente… não totalmente. — Você ficou quieto — ela comentou, sem olhar para ele. — Estou dirigindo. — Você fala dirigindo. Ele soltou um sopro leve pelo nariz. Ela o conhecia demais. — Só estou pensando. — Em? Ele demorou alguns segundos. — No Gael ter ido embora fácil demais. O nome não pesou como antes. Não houve mudança

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