Entre feridas e silêncio

1075 Palavras

Quando chegaram à mansão, o mundo parecia distante demais daquilo que tinha acontecido poucas horas antes. O caminho até ali foi feito em silêncio quase absoluto, apenas o som do motor do carro e a respiração irregular dela preenchendo o espaço. Bento manteve uma postura atenta o tempo inteiro, observando o retrovisor, os veículos ao redor, qualquer movimento suspeito que pudesse indicar perseguição. Alice estava sentada ao lado dele, mas parecia ao mesmo tempo presente e ausente. Ela não falava. Não porque não tivesse palavras — mas porque elas não conseguiam atravessar o bloqueio interno que se formara depois do confronto e da fuga. Quando o portão da mansão se fechou atrás deles, houve uma sensação momentânea de segurança física. Não era garantia de ausência de perigo, mas era territ

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