Os Gêmeos Alpha em carne

1483 Palavras
~Tia~ *TOC TOC TOC* *TOC TOC TOC* *TOC TOC TOC* No início, eu pensei que fosse parte do meu sonho esse batendo irritante. Virei de um lado para o outro várias vezes, esperando que fosse embora. Foi a batida na parede do meu quarto que me fez levantar. 'VOCÊ PODERIA RESPONDER A MALDITA PORTA?!' "Então....desculpa." Juro, às vezes eu odeio morar em um apartamento, e odeio morar perto de tantos humanos. Não me entenda m*l; não tenho problema algum com humanos. É só que somos criaturas diferentes, e algumas das coisas que os irritam são pequenas e mesquinhas, na minha opinião. Eu jogo as cobertas para trás e tento colocar meus pés nas pantufas de urso de pelúcia. Estou sonolenta e ainda com sono. Há muitas coisas passando pela minha cabeça para conseguir dormir profundamente. Faço meu caminho até a porta, a batida ficando mais alta a cada passo. Não faço ideia de quem diabos estaria na minha porta. Talvez seja meu pai, e ele vai ficar aqui sentado e me forçar a rejeitar os gêmeos. Talvez seja o Alpha e a Luna, e eles vão exigir que rejeite seus filhos. Chego à porta e começo a desfazer as fechaduras e correntes. "Ok, ok...fique calmo. Me dê um minuto." A batida finalmente para, e envio um agradecimento silencioso. Abro a porta, e minha voz fica presa na garganta. Devo estar vendo coisas, ou ainda devo estar dormindo. Como é que eu abro a porta, e os dois estão em pé na minha frente? Lincoln e Landon...meus parceiros...no meu apartamento. Olho para baixo e dou um guincho. Fecho rapidamente a porta e corro de volta para o meu quarto. Não há como eu falar com eles parecendo assim. ~Lincoln~ Não faço ideia de quanto tempo estamos batendo, mas parece uma eternidade. Landon e eu estamos nos revezando, mas ela ainda não apareceu. O carro dela está estacionado no estacionamento, então supomos que ela esteja aqui em algum lugar. Estamos incomodando os vizinhos com o barulho, mas nenhum de nós se importa. Finalmente ouvimos as fechaduras e sua voz doce nos dizendo para darmos um minuto. A porta se abre e seu cheiro me atinge como um trem de carga; lilases e sândalo. Respiro fundo e contemplo a visão à minha frente. Tia está usando os chinelos de urso de pelúcia mais fofos. Tenho certeza de que em qualquer outra pessoa eles pareceriam infantis, mas não na minha companheira. Ela está usando um conjunto curto de seda, na cor azul escuro. Os shorts são curtos e o top parece uma daquelas camisolas ou algo assim. Eu não entendo nada de moda feminina; só sei que os m*****s dela estão duros e pressionando o tecido. Uma das alças está caída em seu braço, expondo a frente do top. Seus cabelos estão presos em um coque bagunçado no topo da cabeça. Ela está com sono nos olhos e está bocejando. Tia olha para nós e parece congelar. Na sequência, a porta é fechada em nossas caras. Olho para Landon e vejo que ele está tão hipnotizado quanto eu estava agora há pouco. Landon balança a cabeça um pouco e olha para mim. Nenhum de nós sabe exatamente o que fazer neste ponto. Devemos entrar à força ou esperar e torcer para que ela volte à porta? Não precisamos pensar muito sobre isso porque um minuto ou dois depois, a porta se abre novamente. Desta vez, Tia está usando um par de jeans skinny azul escuro com uma blusa preta de manga longa. Ela trocou os chinelos por um par de meias pretas longas. Ela está tão bonita agora como estava há um minuto. "O qu...o que vocês dois estão fazendo aqui?", eu me apoio no batente da porta, observando Tia de cima a baixo. Sinto meu corpo reagindo à visão e minha mente ficando descontrolada com tudo que eu adoraria fazer com ela. "Você foi embora sem nem se despedir e nós queríamos descobrir o que estava acontecendo." Agradeço à Deusa pelo meu irmão, porque não tenho certeza se conseguiria formar uma frase coerente naquele momento. Limpo a garganta e tento afastar os pensamentos sujos da minha mente. "Por favor, podemos entrar?" Tia vira a cabeça para mim e depois para Landon antes de se afastar e abrir ainda mais a porta.Eu entro primeiro e dou uma olhada no lugar. É decente, eu acho. Não há muita decoração. Ela tem o básico dela, e há fotos dela, da Lynn e do Mark. Eu notei uma foto dela e da mãe dela, mas não há outras fotos da família. Eu caminho em direção ao sofá e me jogo. Landon senta em uma poltrona do lado. Tia fica parada na porta, com os braços cruzados, nos encarando. Eu sorrio para ela. "Ah, talvez você queira fechar a porta e se sentar. Você pode sentar ao lado do Lincoln ou o meu colo está disponível." A expressão chocada no rosto da Tia é impagável. "Boa, L." Ele ri de volta na mente. Tia fecha a porta e entra na sala. Ela não se senta; em vez disso, fica no meio da sala, olhando para nós dois. ~Tia~ Ok....ok! Seja legal, Tia. Não precisa fazer nada louco e não precisa surtar. Os futuros alfas da minha matilha estão sentados na minha sala de estar. E também estão meus parceiros... meus parceiros gostosões.... PARE! Pare de pensar... seja tranquila. "Ah, você está bem aí? Tem certeza de que não quer se sentar?" Lincoln está me olhando com preocupação. Acho que minha monólogo interno fez uma expressão no meu rosto que causa preocupação. Landon se inclinou na cadeira, olhando para mim também com preocupação. Eu engulo em seco e tento colocar uma expressão neutra no rosto. "Eu...estou bem. Então...o que vocês dois estão fazendo aqui?" Os gêmeos se olham e voltam a me olhar. "Olha, apenas faça e acabe logo com isso. Não há sentido em prolongar isso." "Do que você está falando? Prolongar o quê?" Landon se acomoda novamente na cadeira enquanto Lincoln começa a ficar um pouco apavorado. "É simples, Linc. Ela acha que estamos aqui para rejeitá-la." Lincoln olha para Landon, depois se acomoda novamente no sofá. Eu olho entre os dois, me perguntando qual é o plano deles. "Por que você não nos conta por que foi embora sem dizer uma palavra?""Eu suspiro e começo a andar de um lado para o outro. Acho que não há motivo para não contar a eles o que está acontecendo. Talvez eles se apressem e façam o que vieram fazer aqui. Não há necessidade de procrastinar. Quero acabar com a dor o mais rápido possível. Meu... meu pai descobriu que éramos companheiros. Ele me ordenou que rejeitasse vocês dois." Dois rosnados, fortes o suficiente para sacudir as paredes, perfuram o silêncio do quarto. Não olho para nenhum deles; meus olhos estão fixos em meus pés. "Olha, eu entendo. Vocês dois amam minhas irmãs e querem que elas sejam Lunas. Isso é bom." Olho para cima e me arrependo instantaneamente dessa escolha. Sinto as lágrimas se acumularem em meus olhos, e olhar para eles ameaça romper a represa e fazê-las escorrer pelo meu rosto. Olho para o teto, esperando conter tudo isso. "Vamos fazer isso rapidamente", murmuro. Centelhas surgem em meu braço, aquecendo todo o meu ser. Olho para baixo e vejo um par de mãos massageando meu braço. O cheiro de limão é forte, e Landon me beija na testa. Minha cabeça é gentilmente afastada de Landon, e um beijo é colocado em minha testa, o aroma de toranja preenchendo meu nariz. "Não viemos aqui para te rejeitar." Olho nos olhos de Lincoln e vejo apenas sinceridade. “Estávamos preocupados quando acordamos e você não estava lá. Já contamos aos nossos pais, bem como às gêmeas, que encontramos nossa companheira. A cerimônia foi adiada até podermos levá-la de volta para casa, onde você pertence.” Casa? Quando essa alcateia já foi minha casa? Meu pai e minhas irmãs tornaram impossível que essa alcateia parecesse um lar. Me afasto dos meus companheiros, Andricia gemendo com minha ação. "Aquele lugar não é minha casa. Nunca foi. Ninguém se importa que eu não esteja lá há anos, e ninguém me aceitaria como Luna." Me afasto dos gêmeos e vou para a cozinha. É muita coisa para lidar, e eu preciso de uma bebida. Infelizmente, não tenho álcool em casa. Nunca fui de beber, e álcool comum não me faz nada mesmo assim."Eu suspiro e pego uma soda na geladeira. Não é licor, mas vai me distrair por um tempo. Eu me viro para longe da geladeira e me deparo com dois pares de olhos castanho-chocolate. "Não nos importamos com o que os outros pensam. Você é nossa companheira e planejamos tê-la ao nosso lado. Quem não concordar pode deixar nossa alcateia." "Você não pode prometer isso, Lincoln. Você não pode fazer as pessoas me aceitarem."
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