Liz Nem Daniel nem eu falamos quando ele sai da garagem. Me sinto humilhada. Mortificada. O que acabou de acontecer naquela casa só agora estou começando a entender, tudo o que posso fazer é sentar aqui no banco do passageiro com os joelhos dobrados sob o queixo e o rosto virado para fora da janela para que ele não veja minhas lágrimas. — Tire suas botas do banco. — f**a-se. Ele me ignora. Estou surpresa quando ele não retruca ou estende a mão e me faz tirar minhas botas de seu precioso assento. Talvez em algum nível, ele foi impactado também. Eu limpo meu rosto com a manga do meu suéter enorme, feliz por tê-lo usado, feliz por ter a proteção dele. É quando estamos entrando no estacionamento do hospital que me viro para estudar seu rosto de perfil, boca apertada, testa enrugada. Seu

