Juliana ficou um tempo no ônibus, respirando fundo para se acalmar, quando o celular tocou. Era Dwyane. “Cadê você? A a******a vai começar. O técnico Davy está te procurando!” “Ainda estou no ônibus. Chego em dois minutos!” “Beleza, vou avisar que você está a caminho.” Assim que a ligação caiu, a fúria voltou à tona. “i****a! Desgraçado! Babaca!”, ela resmungou, passando os dedos pelos cabelos vinho. “Você não vai estragar meu dia. Nem me derrubar. Na próxima vez, quebro suas pernas!” Estava tão imersa na murmuração vingativa que não viu Hyman, o motorista, subindo a escada. Ele parou, hesitante. “Senhorita Shelton… tudo bem?” “Hã?! Ah, só vim buscar esta prancheta. Esqueci antes.” Ela ergueu o objeto, tentando disfarçar. “Hyman, vai pegar um lanche e coloca na conta

