Atacar

2964 Palavras
 T O N Y O silêncio preenchia o ambiente. Minhas mãos passeavam pela coluna vertebral de Kayla, do ponto mais alto de seu pescoço ao ponto mais baixo de sua b***a. Era difícil de explicar como era maravilhosa a sensação de tê-la em meus braços, novamente. Ela havia me feito sapatear por cima do meu orgulho e ego. A sensação de estar com o orgulho destruído era esquisita, mas eu me sentia em paz. Respirei fundo, vendo seu corpo se movimentar de acordo com o movimento do meu tórax. Era bom ter Kayla Williams deitada sobre mim naquele sofá. — Se está preocupado com a falta de p**********o, acho que devo tranquilizá-lo. — ouço sua voz sair arrastada — Mas vê-lo em pânico é algo tão engraçado. Me permiti rir do que ela disse, fazendo-a rir também. Alguns flashs de momentos antigos vieram em minha mente, mas o que ela disse tomou frente. Como me tranquilizaria em relação à isso? — Me tranquilizar? — pergunto baixo e ela se remexe — Não posso ter filhos. — é o que ela diz e tenta se levantar — Não, espera. — a abraço, impedindo-a de levantar — Tony, precisamos levantar. — Só mais um pouco. — fiz birra me agarrando mais à ela — Tony. — protestou rindo, tentando se mexer — Pára com isso. Em meio à suas tentativas de se levantar, rolamos e caímos do sofá, deixando-me por cima dela. Ainda agarrado à ela, comecei a beijar seu pescoço, notando seus arrepios. — Por favor, Tony. Pára! — ela tentou se esquivar — Daqui a pouco Sexta-feira vai mandar a gente se preparar. — Temos tempo. — murmurei abafado, por estar com o rosto em seu pescoço — Por que você sempre faz isso? Sorri lembrando de um momento nosso. " — Eu realmente amo você, mulher. — disse enquanto fazia os contornos de suas costas, com ela deitada de bruços ao meu lado — Eu também te amo, sabe disso. — ela sorriu e eu também sorri. Nos beijamos — Eu poderia ficar aqui o dia inteiro. — desci a mão para uma de suas nádegas e apertei — No entanto — ela se mexeu soltando-se de mim — Você tem uma reunião em uma hora. — Posso adiar. — Nada disso, Tony. — ela disse sentando-se e vestindo sua camisola cinza de cetim — Mas eu sou o chefe, fala sério. Ela me olhou de bico e sorriu, beijando meu bico e logo de afastando. — Um homem de quarenta e cinco anos fazendo birra. — disse se levantando e catando nossas roupas do chão — Qual é, Kayla. — me levantei e a abracei forte por trás — Não, Tony. Desde que nos conhecemos, você se atrasou em treze reuniões. — ela se mexia tentando se soltar, mas só me excitava ainda mais — Todas as vezes foram por uma boa causa. — Mais um o*****o? — ela vira o pescoço, para encarar meu rosto — E tem motivo melhor? — ela bufa e eu sorrio — Só mais um pouco. — comecei a beijar seu pescoço, sabendo ser um de seus pontos fracos — Não. — disse firme — Por favor. — continuei explorando seu pescoço — Não. — já disse mais arrastado — Kayla. — passei a língua em seu ponto de pulso — Pára, Tony. — disse manhosa Agarrei em sua cintura e a virei para mim de forma bruta, chocando nossos corpos. Comecei a beijar sua boca com carinho, notando que ela estava amolecendo. — Por que você sempre faz isso? — ela questiona já rendida — Porque você sempre se rende. — digo voltando para a cama com ela " — Porque funciona, querida. — respondo sorrindo e a olho nos olhos — Isso é injusto. — Acha que é a única que sabe jogar esse jogo? — sorrio e a tomo para mim novamente, sentindo suas unhas em minha pele + + + Quando o sinal de Sexta-feira ecoou pelo Complexo, eu já estava pronto e bebia um suco de laranja na cozinha. Meu humor estava bom e eu estava ansioso para destruir a base em que Kayla fora criada. — Que sorriso é esse, hein? Noto sua áurea leve. Nick Fury estava sentado ao balcão da cozinha, se servindo do mesmo suco que eu tomava. — Apenas feliz por destruir de vez a Hidra. — dei de ombros, sabendo que ele não iria engolir essa — Sei que está feliz por estar se reaproximando de Kayla. — ele diz e permaneço tomando meu suco em silêncio — Ross saiu daqui hoje. Sabemos o que vem agora. — Ele conta o que aconteceu com o esquadrão dele e eles vêm com força total. — concluí e ele confirmou com a cabeça — E agora, Tony? Suspirei pesado e bati o copo vazio na pia. Eles a querem? Que tentem pegá-la. Eu estarei aqui. — Deixe que venham.                     K A Y L A — Olá, senhorita Williams. — o programa da minha roupa disse, quando eu terminei de me vestir e colocar os comunicadores — Oh, sua voz é feminina. — comentei — Algum problema? — Não, é que os nomes que eu pensei em te dar eram masculinos. — Eu não tenho um nome, senhorita. Sou T-5. — Preciso pensar num nome melhor. T-5 é h******l. — fiz uma careta Fiquei me olhando no espelho e vendo cada contorno do meu corpo coberto por aquele macacão branco, incrível. Tony me explicou que o coldre estava na parte traseira da bota direita e o da bota esquerda estava na parte de dentro do pé. Minhas luvas davam um toque delicado ao look e meus cabelos soltos me davam um ar selvagem. — Os Vingadores estão na base do Quinjet, lhe esperando. — ouço a voz de Sexta-Feira — Estou indo. Caminhei para sair do laboratório de Tony, mas notei uma parede fora do lugar. Quantos compartimentos secretos Tony tem nestas paredes? Caminhei para perto e notei ser um compartimento para armas grandes, o que me deixou hipnotizada. Peguei a metralhadora com silenciador e fui ao encontro do grupo. — Parece que você encontrou meus brinquedos. — Tony diz ao me ver — Gostei dessa. — mostrei a que carregava — Combina com você. — ele deu de ombros — Silenciosa e mortal. — Valeu à pena esperar. — Bucky me olha, analisando meu traje de batalha muito apertado — Sempre senti inveja de você ser o reforço. — Quer ficar no meu lugar? Você ficaria lindo de couro branco. — impliquei — Não, obrigado. — ele riu — Fez um bom trabalho nesse braço, Tony. — dei uns trapinhas no novo braço de metal do Bucky — Será que resiste à uns socos? — É o que vamos descobrir. — Tony disse Todos entramos no Quinjet e fomos em velocidade altíssima até a Áustria. Em forma furtiva, é claro. Eu não conseguia relaxar, apesar de Clint ser um excelente piloto. Durante todo o vôo, repassamos o plano e, ao pousarmos, meu coração quase explodiu em ansiedade. Eu estava ali de novo. Na propriedade deles. Mas desta vez, eu estava no comando. — Ok. Voadores, com seus amigos. Terrestres, em posição. — dou a ordem — Vamos atacar esses desgarrados. Senti a mão metálica de Tony me pegar e também pegar Natasha. Sam ficou com Clint, Visão com Hill e Bucky. Wanda e Bruce foram para os fundos da base, enquanto Thor, Pantera n***a e Capitão América se posicionavam para atacar pela frente. Voamos e, silenciosamente, comecei a disparar nos atiradores do terraço. — Hill e Natasha pela retaguarda. Essa briga é minha e do Bucky. — Não vai começar com ar prepotente. — Nat comentou — Se essa briga é de vocês, por que nos trouxeram? — Hill protestou Eu rosnei e segui meu caminho, ouvindo o sussurro deles. — Apenas a obedeça. — Bucky aconselha — Ela odeia falhar em missões, portanto seguimos suas ordens. Deixamos Falcão, Homem de Ferro, Visão e Gavião Arqueiro no terraço para ajudar Thor, Capitão América e Pantera n***a. Adentramos a base e fomos matando todos os funcionários silenciosamente. A cada pescoço quebrado, minha ansiedade aumentava, porque eu queria realmente quebrar apenas um pescoço naquele dia. O do Mestre. — Seu alvo está na ala 5 - D, senhorita. — meu programa disse em meu ouvido Ouço um rugido alto e sorrio ao pensar que o Incrível Hulk já está nos cobrindo junto de Feiticeira Escarlate. — Vingadores, hora de pegar pesado. — digo e começo a ouvir disparos, sabendo que o grupo já está entrando na base — Vocês, sigam Bucky e peguem os arquivos. — Pra onde você vai? — Nat me olha — Kayla, é loucura. Você tem que ficar conosco. — Maria Hill me olha — Deixem-a ir. — Bucky diz e me olha — Te espero lá embaixo. Confirmei com a cabeça e caminhei para a ala que eu tanto conhecia. Não foi difícil chegar lá e encontrar o narigudo de jaleco branco. — O bom filho, à casa retorna. — sua voz causou-me um calafrio na espinha, dando-me um desconforto — Parece muito tranquilo para quem está vendo seu império cair. — Eu posso lidar com a perda e a morte. E você? Pode? Me mantive calada e à uma certa distância dele. Ele me causava nojo, raiva, repulsa, ranço, ódio. — Kayla, sai daí. — ouvi a voz de Tony em meu comunicador, mas o ignorei — Lembra-se deste lugar, querida? — ele se vira para mim, sorrindo — Das vezes em que lhe possuí aqui? — Do que este cara está falando? — ouço a voz de Steve no comunicador — Steve, sem perguntas. — Bucky diz — T-5, corte a comunicação. — Sim, senhorita. — Kayla, não! — ouço protestos, mas logo as vozes se calam — Ora, não quer que seus novos amigos saibam da sua história, querida? — seu sorrisinho começa a me irritar — Estas grades, esta coleira. — ele passeia as mãos pelas grades da minha cela, onde a coleira escrito Víbora está no chão, ligada à uma corrente grossa presa à parede Sinto um enjôo forte e as lembranças tentarem me afogar. " — Você é realmente incrível, querida. — ele disse abotoando os botões da calça — Agora entendo como Tony Stark caiu de quatro por você tão rápido. Pena que ele não vai viver tanto, para desfrutar dos seus dotes. — Não toque nele! — tentei me levantar, mas a coleira me enforcou e me manteve presa — Por favor, eu faço qualquer coisa, Mestre! Não o machuque. — Sh! Essa sempre foi sua missão, querida. Desde o primeiro encontro de vocês, seu destino já estava traçado. Tony Stark está morto. " — Kayla! A voz de Tony me trás de volta e vejo a armadura reluzente do Homem de Ferro entrar no local. — Oh, olha só quem está aqui. — Mestre finge entusiasmo — Agora sim está tudo completo. Eu sabia que você a perdoaria fácil fácil. — Sai daqui, Tony. — Só quando você sair. — ele abriu o capacete, mostrando seu rosto — Ah, que lindo. Serão uma linda família. — Mestre sorri — Ela logo lhe trará herdeiros. — eu rosnei — Do que está falando? — quase lati de raiva — Vocês me esterilizaram. — Ah, que pena. — ele fez cara de tristeza — Mas poderão adotar quantas crianças quiserem. Tony, agora poderá t****r com ela quantas vezes quiser sem precisar se preocupar. Ela faz um serviço ótimo, tenho que admitir. — O quê? — Tony pergunta — Eu a forçava em todas as vezes, é claro, mas isso não tirava meu prazer. Era aqui que ela ficava. — ele entrou na cela — Uma jaula à sua altura. — segurou minha coleira — Você é doente. — Tony disse fechando o capacete — Vou m***r você. — rosnei e fui em sua direção — Lembre-se do que eu sempre te disse. Ninguém nunca irá te amar. Você não é digna disso. Entrei na cela e comecei a socá-lo, logo pegando a corrente da coleira e enrolando-o em seu pescoço com força. — Está errado. — ouvi a voz de Tony e ele abriu novamente o capacete — Eu a amo. E ela é digna disso. Após terminar sua frase, ouvimos os estalos de seus ossos quebrando, pois eu destruí o pescoço do Mestre. Meu coração estava tranquilo e eu senti um alívio me tomar. Eu não tenho mais mestres. Estou livre. — Venha, vamos sair daqui. — Tony fechou o capacete e me deu a mão, ajudando-me a levantar. Começamos a caminhar pela base — Já acharam os arquivos roubados? — Estão com Natasha. Os explosivos estão em seus lugares. — Antes, eu preciso fazer uma coisa. — Kayla, agora não é hora. Tudo vai pelos ares em cinco minutos. — É rápido, eu prometo. Me espere na porta. Corri pelo lugar, logo chegando ao laboratório onde o Mestre ficava e fritava meu cérebro. Estava tudo exatamente como antes, minha maca metálica com amarras fortes que eram arrebentadas todas as vezes em que eu entrava em modo de combate. Comecei a quebrar aquilo tudo que estava ali, sentindo uma liberdade me invadir e as lágrimas surgirem em meus olhos. — Um minuto para a explosão. Merda!                      T O N Y Faltava apenas um minuto para tudo aquilo ir para os ares. Ela ainda não havia saído. Onde é que ela estava? — Vou entrar lá. — me aprontei nervoso — Espere! — Bucky me impediu — Confie nela. — Faltam trinta segundos. — protestei acompanhando a contagem — Apenas confie nela. Os segundos foram passando e nada dela aparecer. Foi então que a primeira bomba explodiu, desencadeando todas as outras. A coisa começou a explodir debaixo para cima. Comecei a ver aquilo tudo ceder, e então vi um corpo de branco surgir do terraço. Era ela. Eu sabia que era ela. Foi então que ela pulou e bateu a cabeça na beira do terraço. Seu corpo despencou, mas Wanda a amparou e a trouxe para nós. — Sexta-feira. — digo me aproximando do corpo deitado no chão, enquanto a base explode por inteiro — Sinais vitais fracos. Ela precisa de uma cirurgia urgentemente. — meu programa diz — Sinais de traumatismo. — a voz do programa da roupa de Kayla surge em minha armadura — Ela precisa entrar no centro cirúrgico agora. — digo analisando todo aquele sangue — Ela é Felícia. — Thor diz se ajoelhando ao meu lado, olhando o corpo dela — Thor, não começa. — Nat diz — Por favor, todos para o Quinjet. — Clint diz indo para a nave — Não, espera. — a voz grave do Deus do Trovão soa alto — Thor, precisamos levá-la agora. — Steve diz nervoso — Olhem. — Bucky diz olhando para Kayla Olho para ela e a vejo abrir os olhos. Tem um brilho diferente. Estão azuis acinzentados. Embora os olhos estejam abertos, ela não parece estar acordada de fato. — Preciso levá-la à Asgard. — Thor diz pegando seu martelo — O que? — Wanda questiona — Ela precisa de uma cirurgia agora. — Sam diz, enquanto eu só consigo ficar parado, observando-a — Eu vou levá-la à Asgard. — Thor diz e a toma para seu colo, enquanto os olhos dela continuam vidrados e ele continua abaixado — Tony, por favor, me entenda. Eu apenas confirmei com a cabeça, pois nunca vi nada daquilo antes. — Afastem-se. — disse me afastando — Você está ficando louco? — o tom estridente de Maria Hill incomodou meus tímpanos — Eu disse para se afastarem. — repeti mais firme Naquele momento, vi Thor girar seu martelo e o arco-íris se formar envolta deles. E então eles sumiram. + + + Caminhei pelo Complexo completamente aéreo, apenas fingindo que não estava preocupado e tentando não parecer maluco. " — O que você acha de voarmos até Nova York? — pergunto enquanto caminho até ela com dois drinks em mãos — Já se cansou da ensolarada Malibu? — ela me olha e se estica na espreguiçadeira, ao lado da piscina — Não, apenas estava querendo ir na Torre. — dou de ombros e lhe entrego sua bebida — Acho bacana, mas eu tenho alguns afazeres por aqui. Por que você não vai e a gente se vê amanhã? — Hum, tem certeza? — fiz uma careta pensativa — Tenho. Eu vou ficar bem, pode ter certeza. — ela sorriu e, com aquele único sorriso, se acalmou " — Pensando nela, não é? — a voz de Bruce me tira do transe — Já fazem duas semanas. — Eu sei que deve estar sendo difícil, mas pense que se está demorando, é porque ela está bem e realmente deve ser a semideusa que Thor tanto fala. — É, tô tentando pensar dessa forma. — Descobri como cuidar da mente dela e de Bucky. Ambos têm um programa instalado no cérebro. Visão e Wanda me ajudaram e já fizemos o processo com Bucky. — E como ele está? — questiono curioso — Dormindo. Ele precisa descansar, assim como Wanda. — ele tira um pequeno cartão de memória do bolso, dentro de um saco transparente — Tá aqui. — Espero que Kayla volte logo. — Thor deve estar dando um jeito nisso. Fique calmo, Tony. — Tá. — respirei fundo — Tudo ficará bem, agora. — Senhor Stark, oito esquadrões das forças especiais estão aí, junto do exército. O Secretário Ross está com eles. — a voz de Sexta-Feira me tirou a paz — m***a. — resmunguei — O que foi? — Bruce pergunta — Ross veio prendê-la.
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