T O N Y
O silêncio preenchia o ambiente. Minhas mãos passeavam pela coluna vertebral de Kayla, do ponto mais alto de seu pescoço ao ponto mais baixo de sua b***a.
Era difícil de explicar como era maravilhosa a sensação de tê-la em meus braços, novamente. Ela havia me feito sapatear por cima do meu orgulho e ego. A sensação de estar com o orgulho destruído era esquisita, mas eu me sentia em paz.
Respirei fundo, vendo seu corpo se movimentar de acordo com o movimento do meu tórax. Era bom ter Kayla Williams deitada sobre mim naquele sofá.
— Se está preocupado com a falta de p**********o, acho que devo tranquilizá-lo. — ouço sua voz sair arrastada — Mas vê-lo em pânico é algo tão engraçado.
Me permiti rir do que ela disse, fazendo-a rir também. Alguns flashs de momentos antigos vieram em minha mente, mas o que ela disse tomou frente. Como me tranquilizaria em relação à isso?
— Me tranquilizar? — pergunto baixo e ela se remexe
— Não posso ter filhos. — é o que ela diz e tenta se levantar
— Não, espera. — a abraço, impedindo-a de levantar
— Tony, precisamos levantar.
— Só mais um pouco. — fiz birra me agarrando mais à ela
— Tony. — protestou rindo, tentando se mexer — Pára com isso.
Em meio à suas tentativas de se levantar, rolamos e caímos do sofá, deixando-me por cima dela.
Ainda agarrado à ela, comecei a beijar seu pescoço, notando seus arrepios.
— Por favor, Tony. Pára! — ela tentou se esquivar — Daqui a pouco Sexta-feira vai mandar a gente se preparar.
— Temos tempo. — murmurei abafado, por estar com o rosto em seu pescoço
— Por que você sempre faz isso?
Sorri lembrando de um momento nosso.
"
— Eu realmente amo você, mulher. — disse enquanto fazia os contornos de suas costas, com ela deitada de bruços ao meu lado
— Eu também te amo, sabe disso. — ela sorriu e eu também sorri. Nos beijamos
— Eu poderia ficar aqui o dia inteiro. — desci a mão para uma de suas nádegas e apertei
— No entanto — ela se mexeu soltando-se de mim — Você tem uma reunião em uma hora.
— Posso adiar.
— Nada disso, Tony. — ela disse sentando-se e vestindo sua camisola cinza de cetim
— Mas eu sou o chefe, fala sério.
Ela me olhou de bico e sorriu, beijando meu bico e logo de afastando.
— Um homem de quarenta e cinco anos fazendo birra. — disse se levantando e catando nossas roupas do chão
— Qual é, Kayla. — me levantei e a abracei forte por trás
— Não, Tony. Desde que nos conhecemos, você se atrasou em treze reuniões. — ela se mexia tentando se soltar, mas só me excitava ainda mais
— Todas as vezes foram por uma boa causa.
— Mais um o*****o? — ela vira o pescoço, para encarar meu rosto
— E tem motivo melhor? — ela bufa e eu sorrio — Só mais um pouco. — comecei a beijar seu pescoço, sabendo ser um de seus pontos fracos
— Não. — disse firme
— Por favor. — continuei explorando seu pescoço
— Não. — já disse mais arrastado
— Kayla. — passei a língua em seu ponto de pulso
— Pára, Tony. — disse manhosa
Agarrei em sua cintura e a virei para mim de forma bruta, chocando nossos corpos. Comecei a beijar sua boca com carinho, notando que ela estava amolecendo.
— Por que você sempre faz isso? — ela questiona já rendida
— Porque você sempre se rende. — digo voltando para a cama com ela
"
— Porque funciona, querida. — respondo sorrindo e a olho nos olhos
— Isso é injusto.
— Acha que é a única que sabe jogar esse jogo? — sorrio e a tomo para mim novamente, sentindo suas unhas em minha pele
+ + +
Quando o sinal de Sexta-feira ecoou pelo Complexo, eu já estava pronto e bebia um suco de laranja na cozinha. Meu humor estava bom e eu estava ansioso para destruir a base em que Kayla fora criada.
— Que sorriso é esse, hein? Noto sua áurea leve.
Nick Fury estava sentado ao balcão da cozinha, se servindo do mesmo suco que eu tomava.
— Apenas feliz por destruir de vez a Hidra. — dei de ombros, sabendo que ele não iria engolir essa
— Sei que está feliz por estar se reaproximando de Kayla. — ele diz e permaneço tomando meu suco em silêncio — Ross saiu daqui hoje. Sabemos o que vem agora.
— Ele conta o que aconteceu com o esquadrão dele e eles vêm com força total. — concluí e ele confirmou com a cabeça
— E agora, Tony?
Suspirei pesado e bati o copo vazio na pia. Eles a querem? Que tentem pegá-la. Eu estarei aqui.
— Deixe que venham.
K A Y L A
— Olá, senhorita Williams. — o programa da minha roupa disse, quando eu terminei de me vestir e colocar os comunicadores
— Oh, sua voz é feminina. — comentei
— Algum problema?
— Não, é que os nomes que eu pensei em te dar eram masculinos.
— Eu não tenho um nome, senhorita. Sou T-5.
— Preciso pensar num nome melhor. T-5 é h******l. — fiz uma careta
Fiquei me olhando no espelho e vendo cada contorno do meu corpo coberto por aquele macacão branco, incrível. Tony me explicou que o coldre estava na parte traseira da bota direita e o da bota esquerda estava na parte de dentro do pé.
Minhas luvas davam um toque delicado ao look e meus cabelos soltos me davam um ar selvagem.
— Os Vingadores estão na base do Quinjet, lhe esperando. — ouço a voz de Sexta-Feira
— Estou indo.
Caminhei para sair do laboratório de Tony, mas notei uma parede fora do lugar. Quantos compartimentos secretos Tony tem nestas paredes?
Caminhei para perto e notei ser um compartimento para armas grandes, o que me deixou hipnotizada.
Peguei a metralhadora com silenciador e fui ao encontro do grupo.
— Parece que você encontrou meus brinquedos. — Tony diz ao me ver
— Gostei dessa. — mostrei a que carregava
— Combina com você. — ele deu de ombros — Silenciosa e mortal.
— Valeu à pena esperar. — Bucky me olha, analisando meu traje de batalha muito apertado — Sempre senti inveja de você ser o reforço.
— Quer ficar no meu lugar? Você ficaria lindo de couro branco. — impliquei
— Não, obrigado. — ele riu
— Fez um bom trabalho nesse braço, Tony. — dei uns trapinhas no novo braço de metal do Bucky — Será que resiste à uns socos?
— É o que vamos descobrir. — Tony disse
Todos entramos no Quinjet e fomos em velocidade altíssima até a Áustria. Em forma furtiva, é claro.
Eu não conseguia relaxar, apesar de Clint ser um excelente piloto.
Durante todo o vôo, repassamos o plano e, ao pousarmos, meu coração quase explodiu em ansiedade. Eu estava ali de novo. Na propriedade deles. Mas desta vez, eu estava no comando.
— Ok. Voadores, com seus amigos. Terrestres, em posição. — dou a ordem — Vamos atacar esses desgarrados.
Senti a mão metálica de Tony me pegar e também pegar Natasha. Sam ficou com Clint, Visão com Hill e Bucky.
Wanda e Bruce foram para os fundos da base, enquanto Thor, Pantera n***a e Capitão América se posicionavam para atacar pela frente.
Voamos e, silenciosamente, comecei a disparar nos atiradores do terraço.
— Hill e Natasha pela retaguarda. Essa briga é minha e do Bucky.
— Não vai começar com ar prepotente. — Nat comentou
— Se essa briga é de vocês, por que nos trouxeram? — Hill protestou
Eu rosnei e segui meu caminho, ouvindo o sussurro deles.
— Apenas a obedeça. — Bucky aconselha — Ela odeia falhar em missões, portanto seguimos suas ordens.
Deixamos Falcão, Homem de Ferro, Visão e Gavião Arqueiro no terraço para ajudar Thor, Capitão América e Pantera n***a.
Adentramos a base e fomos matando todos os funcionários silenciosamente. A cada pescoço quebrado, minha ansiedade aumentava, porque eu queria realmente quebrar apenas um pescoço naquele dia. O do Mestre.
— Seu alvo está na ala 5 - D, senhorita. — meu programa disse em meu ouvido
Ouço um rugido alto e sorrio ao pensar que o Incrível Hulk já está nos cobrindo junto de Feiticeira Escarlate.
— Vingadores, hora de pegar pesado. — digo e começo a ouvir disparos, sabendo que o grupo já está entrando na base — Vocês, sigam Bucky e peguem os arquivos.
— Pra onde você vai? — Nat me olha
— Kayla, é loucura. Você tem que ficar conosco. — Maria Hill me olha
— Deixem-a ir. — Bucky diz e me olha — Te espero lá embaixo.
Confirmei com a cabeça e caminhei para a ala que eu tanto conhecia.
Não foi difícil chegar lá e encontrar o narigudo de jaleco branco.
— O bom filho, à casa retorna. — sua voz causou-me um calafrio na espinha, dando-me um desconforto
— Parece muito tranquilo para quem está vendo seu império cair.
— Eu posso lidar com a perda e a morte. E você? Pode?
Me mantive calada e à uma certa distância dele. Ele me causava nojo, raiva, repulsa, ranço, ódio.
— Kayla, sai daí. — ouvi a voz de Tony em meu comunicador, mas o ignorei
— Lembra-se deste lugar, querida? — ele se vira para mim, sorrindo — Das vezes em que lhe possuí aqui?
— Do que este cara está falando? — ouço a voz de Steve no comunicador
— Steve, sem perguntas. — Bucky diz
— T-5, corte a comunicação.
— Sim, senhorita.
— Kayla, não! — ouço protestos, mas logo as vozes se calam
— Ora, não quer que seus novos amigos saibam da sua história, querida? — seu sorrisinho começa a me irritar — Estas grades, esta coleira. — ele passeia as mãos pelas grades da minha cela, onde a coleira escrito Víbora está no chão, ligada à uma corrente grossa presa à parede
Sinto um enjôo forte e as lembranças tentarem me afogar.
"
— Você é realmente incrível, querida. — ele disse abotoando os botões da calça — Agora entendo como Tony Stark caiu de quatro por você tão rápido. Pena que ele não vai viver tanto, para desfrutar dos seus dotes.
— Não toque nele! — tentei me levantar, mas a coleira me enforcou e me manteve presa — Por favor, eu faço qualquer coisa, Mestre! Não o machuque.
— Sh! Essa sempre foi sua missão, querida. Desde o primeiro encontro de vocês, seu destino já estava traçado. Tony Stark está morto.
"
— Kayla!
A voz de Tony me trás de volta e vejo a armadura reluzente do Homem de Ferro entrar no local.
— Oh, olha só quem está aqui. — Mestre finge entusiasmo — Agora sim está tudo completo. Eu sabia que você a perdoaria fácil fácil.
— Sai daqui, Tony.
— Só quando você sair. — ele abriu o capacete, mostrando seu rosto
— Ah, que lindo. Serão uma linda família. — Mestre sorri — Ela logo lhe trará herdeiros. — eu rosnei
— Do que está falando? — quase lati de raiva — Vocês me esterilizaram.
— Ah, que pena. — ele fez cara de tristeza — Mas poderão adotar quantas crianças quiserem. Tony, agora poderá t****r com ela quantas vezes quiser sem precisar se preocupar. Ela faz um serviço ótimo, tenho que admitir.
— O quê? — Tony pergunta
— Eu a forçava em todas as vezes, é claro, mas isso não tirava meu prazer. Era aqui que ela ficava. — ele entrou na cela — Uma jaula à sua altura. — segurou minha coleira
— Você é doente. — Tony disse fechando o capacete
— Vou m***r você. — rosnei e fui em sua direção
— Lembre-se do que eu sempre te disse. Ninguém nunca irá te amar. Você não é digna disso.
Entrei na cela e comecei a socá-lo, logo pegando a corrente da coleira e enrolando-o em seu pescoço com força.
— Está errado. — ouvi a voz de Tony e ele abriu novamente o capacete — Eu a amo. E ela é digna disso.
Após terminar sua frase, ouvimos os estalos de seus ossos quebrando, pois eu destruí o pescoço do Mestre.
Meu coração estava tranquilo e eu senti um alívio me tomar.
Eu não tenho mais mestres. Estou livre.
— Venha, vamos sair daqui. — Tony fechou o capacete e me deu a mão, ajudando-me a levantar. Começamos a caminhar pela base
— Já acharam os arquivos roubados?
— Estão com Natasha. Os explosivos estão em seus lugares.
— Antes, eu preciso fazer uma coisa.
— Kayla, agora não é hora. Tudo vai pelos ares em cinco minutos.
— É rápido, eu prometo. Me espere na porta.
Corri pelo lugar, logo chegando ao laboratório onde o Mestre ficava e fritava meu cérebro.
Estava tudo exatamente como antes, minha maca metálica com amarras fortes que eram arrebentadas todas as vezes em que eu entrava em modo de combate.
Comecei a quebrar aquilo tudo que estava ali, sentindo uma liberdade me invadir e as lágrimas surgirem em meus olhos.
— Um minuto para a explosão.
Merda!
T O N Y
Faltava apenas um minuto para tudo aquilo ir para os ares. Ela ainda não havia saído. Onde é que ela estava?
— Vou entrar lá. — me aprontei nervoso
— Espere! — Bucky me impediu — Confie nela.
— Faltam trinta segundos. — protestei acompanhando a contagem
— Apenas confie nela.
Os segundos foram passando e nada dela aparecer.
Foi então que a primeira bomba explodiu, desencadeando todas as outras. A coisa começou a explodir debaixo para cima. Comecei a ver aquilo tudo ceder, e então vi um corpo de branco surgir do terraço. Era ela. Eu sabia que era ela.
Foi então que ela pulou e bateu a cabeça na beira do terraço. Seu corpo despencou, mas Wanda a amparou e a trouxe para nós.
— Sexta-feira. — digo me aproximando do corpo deitado no chão, enquanto a base explode por inteiro
— Sinais vitais fracos. Ela precisa de uma cirurgia urgentemente. — meu programa diz
— Sinais de traumatismo. — a voz do programa da roupa de Kayla surge em minha armadura
— Ela precisa entrar no centro cirúrgico agora. — digo analisando todo aquele sangue
— Ela é Felícia. — Thor diz se ajoelhando ao meu lado, olhando o corpo dela
— Thor, não começa. — Nat diz
— Por favor, todos para o Quinjet. — Clint diz indo para a nave
— Não, espera. — a voz grave do Deus do Trovão soa alto
— Thor, precisamos levá-la agora. — Steve diz nervoso
— Olhem. — Bucky diz olhando para Kayla
Olho para ela e a vejo abrir os olhos. Tem um brilho diferente. Estão azuis acinzentados.
Embora os olhos estejam abertos, ela não parece estar acordada de fato.
— Preciso levá-la à Asgard. — Thor diz pegando seu martelo
— O que? — Wanda questiona
— Ela precisa de uma cirurgia agora. — Sam diz, enquanto eu só consigo ficar parado, observando-a
— Eu vou levá-la à Asgard. — Thor diz e a toma para seu colo, enquanto os olhos dela continuam vidrados e ele continua abaixado — Tony, por favor, me entenda.
Eu apenas confirmei com a cabeça, pois nunca vi nada daquilo antes.
— Afastem-se. — disse me afastando
— Você está ficando louco? — o tom estridente de Maria Hill incomodou meus tímpanos
— Eu disse para se afastarem. — repeti mais firme
Naquele momento, vi Thor girar seu martelo e o arco-íris se formar envolta deles. E então eles sumiram.
+ + +
Caminhei pelo Complexo completamente aéreo, apenas fingindo que não estava preocupado e tentando não parecer maluco.
"
— O que você acha de voarmos até Nova York? — pergunto enquanto caminho até ela com dois drinks em mãos
— Já se cansou da ensolarada Malibu? — ela me olha e se estica na espreguiçadeira, ao lado da piscina
— Não, apenas estava querendo ir na Torre. — dou de ombros e lhe entrego sua bebida
— Acho bacana, mas eu tenho alguns afazeres por aqui. Por que você não vai e a gente se vê amanhã?
— Hum, tem certeza? — fiz uma careta pensativa
— Tenho. Eu vou ficar bem, pode ter certeza. — ela sorriu e, com aquele único sorriso, se acalmou
"
— Pensando nela, não é? — a voz de Bruce me tira do transe
— Já fazem duas semanas.
— Eu sei que deve estar sendo difícil, mas pense que se está demorando, é porque ela está bem e realmente deve ser a semideusa que Thor tanto fala.
— É, tô tentando pensar dessa forma.
— Descobri como cuidar da mente dela e de Bucky. Ambos têm um programa instalado no cérebro. Visão e Wanda me ajudaram e já fizemos o processo com Bucky.
— E como ele está? — questiono curioso
— Dormindo. Ele precisa descansar, assim como Wanda. — ele tira um pequeno cartão de memória do bolso, dentro de um saco transparente — Tá aqui.
— Espero que Kayla volte logo.
— Thor deve estar dando um jeito nisso. Fique calmo, Tony.
— Tá. — respirei fundo — Tudo ficará bem, agora.
— Senhor Stark, oito esquadrões das forças especiais estão aí, junto do exército. O Secretário Ross está com eles. — a voz de Sexta-Feira me tirou a paz
— m***a. — resmunguei
— O que foi? — Bruce pergunta
— Ross veio prendê-la.