Capítulo 12

854 Palavras
Ao chegar ao escritório de Lucas, Cayle empurrou a pesada porta e viu um enorme buraco na parede. Seus nervos tensionaram e ele pôde sentir um grande poder mágico se aproximar da parede. Rapidamente ele deu um pulo para trás quando um enorme leopardo adentrou em um pulo no escritório. Ele era branco e de profundos e inteligentes olhos azuis. Havia algumas chamas alaranjadas que emanavam de seu corpo em contraste com a cor alva.  O felino colocou o livro que estava em sua boca no chão diante de Cayle e rapidamente começou a soltar fumaça de seu corpo. Quando o garoto observou atentamente, viu que o enorme animal mágico havia se transformado naquele pequeno gato que sempre aparecia em sua casa para comer. -Venx! _exclamou ao ver a expressão brilhante e feliz do gato branco. Por conhecer superficialmente o mundo espiritual, Cayle não se sentiu tão surpreso ao pegar o pequeno animal no colo e acariciar seus pelos macios.  Ele então se aproximou do livro e percebeu que era o livro mágico de sua mãe que ele estava querendo encontrar antes. Ansioso por ter encontrado o tesouro, o pequeno deixou o animal em seu ombro e começou a folhear o livro mas as páginas estavam em branco. -p**a merda, o que aconteceu aqui?! _exclamou Lucas cercado por quatro guardas. -Eu..... me animei um pouco. _mentiu. Lucas olhou do gato para Cayle e de Cayle para o gato mas não conseguiu encontrar diferença nenhuma entre eles dois. Tão fofos e com enormes olhos inocentes. Encantadores. -O que você está fazendo no meu  escritório? _perguntou desconfiado. -Coisas sobre o mundo na qual eu vivo e que não me convém contar a alguém como você. _falou com olhos afiados ao ver o maior pegar o gato no colo e acariciá-lo livremente. -Bem, agora que você estragou meu escritório, terei de castigar você. _falou acenando para os guardas que pegaram o gato e foram embora, deixando Cayle e Lucas sozinhos naquela sala. De alguma forma, o vento frio que soprava do buraco na parede não podia se igualar a frieza que o menor sentia ao olhar os olhos profundos e fixos do maior sobre si. -O que você vai fazer? _perguntou desconfiado. Por não ter muito contato com o mundo e com as pessoas, Cayle era muito ignorante quanto ler a intenção das pessoas que não fosse mortífera.  Ele não podia ver o desejo nas pupilas de Lucas e nem perceber que estava sendo ameaçado com a presença do maior próximo a ele. -Eu só vou te castigar. _disse com ambiguidade. -Me castigar? O que você vai fazer? Me bater? Me deixar em confinamento sem água e comida? Vai me torturar? _questionou aflito, sem perceber a risada rouca e sexy que saía da garganta do maior lascivo. -Não, vai ser algo que tanto você quanto eu vamos gostar de fazer. _falou se aproximando mais. -O quê?! Você acha que eu sou masoquista para me divertir com tortura? Seu doente!  _falou se afastando um pouco. O olhar profundo que Lucas dirigia a si era um tanto quanto profundo demais, fixo demais, sedento demais. "Porquê ele está me olhando assim?" "Parece até que eu estou devendo dinheiro a ele e ele quer minha vida em troca!" "O que ele vai fazer comigo?" "Me espancar?" Vários pensamentos loucos passavam pela mente do pequeno inocente, sendo que ele acabou sendo pego pelos braços fortes como ferro de Lucas e foi pressionado na parede. Ele tentava se soltar de todas as formas usando suas forças, mas Lucas parecia uma montanha imóvel sobre ele. Foi então que uma das mãos do maior foi para seu queixo e ergueu-o. "Ele vai quebrar meu pescoço?"  "Me torturar lentamente e me obrigar a ver seu rosto no momento da morte?" "Vai cortar minha língua como vingança?" "Mas o que eu fiz?" Cayle estava tremendo pensando nas possibilidades que Lucas poderia usar para se vingar pela destruição de seu escritório. Foi então que algo quente e úmido entrou em sua boca e se enroscou com sua língua, fazendo o menor gemer de surpresa. "Ele está me dando um veneno? Suicídio duplo?!" Seus olhos se arregalaram e ele começou a se debater como um peixe fora d'água nos braços de pinça do maior. Ele já foi beijado antes, mas o maior havia lhe dito que ia lhe castigar, então ser beijado não passava pela mente do garoto. Quanto mais o menor resistia, mais e******o e animado para aprofundar o beijo Lucas se sentia. Depois que o rosto do menor já estava todo vermelho por falta de ar, o maior soltou-o, mas sem antes deixar uma pequena mordida em seus lábios avermelhados e inchados. Cayle já não pensava em nada que não fosse sua sobrevivência, por isso puxava o ar fortemente, sentindo dores no pulmão. "Então era isso! Esse desgraçado queria me asfixiar!" _pensou cerrando os dentes e fechando os punhos com força para aliviar a louca vontade de matar aquele cara com um sorriso macabro. Lucas estava sorrindo satisfeito ao ver o rosto corado do garoto, pois achava que ele estava sendo tímido com ele. Ambos enganados. ^3^~
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