Capítulo 4

1010 Palavras
Após ter escutado toda minha play list, tiro meu fone e percebo que os tiro pararam, então decido descer pra ir a procura de Felipe, preciso ir para minha casa, minha mãe já deve tá doida atrás de mim. Desço as escadas e me assusto ao ver Felipe passando pela a porta apoiado né um cara super gato, de cabelo platinado, porém gato, volto o meu olhar a Felipe que tá com a camisa toda manchada de sangue e me desespero indo até ele. - Oque aconteceu menino?- Pergunto desesperada me aproximando dele, enquanto seu amigo me olha como se eu fosse retardada. - Tomei um tiro de raspão- arregalo mais o olho, eu não era acostumada com essas coisas, meu Deus do céu. - Como assim ? Oque você tá fazendo aqui? Deveria está no hospital.- falo o óbvio e os dois começa rir da minha cara, oush, falei oque de engraçado ? - Quem é essa maluca leque? - o amigo gato dele perguntou, como se eu não estivesse ali. - Alana, a mina que falei que quase atropelo mais cedo, quando estava vindo do corre do asfalto.- corre ? Que corre gente ? Pera, ele falou de me pro amigo dele ? Falou oque ? Espero que seja coisa boa. - Prazer - Falei estendendo a mão, pra ser educada né. - Satisfação gata, prazer só na cama- falou segurando minha mão, revirei os olhos com seu comentário desnecessário- Já é, tô indo Fl, tá entregue, fé ai, amanhã cedo na boca viu ?- falou fazendo toque com Felipe - a gente se ver gata. Falou piscando pra mim e saindo do meu campo de visão, novamente revirei os olhos, menino i****a, já não gostei. - Liga não, Kenai é assim mesmo- Felipe falou tentando se sentar fazendo cara de dor, já que o tal tiro foi na barriga. - Vem cá, deixa eu te ajudar- ajudei ele a sentar e a tirar a camisa.- Tem Kit de primeiro socorros aqui ? - Perguntei já imaginando a resposta - Tem, segunda porta a direita, no quarto da minha mãe, dentro do guarda roupa, leva um banco já que você é Anã, com certeza vai precisar- revirei os olhos e rumei o travesseiro nele. - Hahaha cheio de graça, você né ?- Falei indo pegar o banco que tinha ali na bancada, que dividia a cozinha da sala. - Tenta não mexer em nada tá? Minha mãe é enjoada pra esse lance de organização. Peguei o banco e caminhei até a escada, entrei no quarto super organizado e muito lindo por sinal, não mexi em nada pra não tirar do lugar, abrir as portas do guarda roupa e vi logo acima um kit de primeiro socorros, peguei e tratei de sair logo do quarto. - Pronto, desculpa perguntar, mas cadê sua mãe? - Relaxe, não precisa ter medo de me perguntar nada, minha vida é um livro aberto- Sorriu- Minha mãe é enfermeira, trabalha no hospital no asfalto, hoje ela tá no Plantão da noite, só chega pela manhã. - Entendi, já que sua vida é um livro aberto, não vai ligar se eu te fizer outra pergunta né? - Falei enquanto limpava o local do ferimento pra fazer o curativo, como o tiro foi de raspão, não precisava de tanta coisa. - Pode sim, já até imagino oque seja, mas manda aí. - Você é traficante ? - Ele me olhou e riu da minha cara. - Que foi ? Qual a graça i****a ? - Sério? Eu saí armado, moro na favela, levei um tiro, policial que eu não sou né Alana- falou como se fosse óbvio - Sei lá né, por que entrou nessa vida? - Perguntei, vendo que ele ficou incomodado com a pergunta- Não precisa responder se não quiser.- Falei rapidamente, ele é um traficante ne gente? Vai que ele me dar um tiro por tá entrando na vida pessoal dele. - Não tem um porque exato Alana, meu parceiro Kenai começou nessa vida por necessidade sabe ? E como eu estava sempre com ele, acabava indo com ele pros corre, conhecendo o movimento e quando fui ver já estava nessa, aí não tinha mais volta, quando você entra fica difícil sair sabe?! Mas hoje tamo aí, hoje ele é patrão e eu sou sub patrão- falou finalizando e sorrindo no final - Como assim sub patrão? - Você é meio lerda né?- apertei o machucado dele- Aii i****a, faz isso não, eu hein, em outras palavras, ele é o dono na Rocinha e eu sou o braço direito dele. Arregalei logo o olho, meu Deus do céu, eu estou dentro da casa do braço direito do cara mais procurado do Rio, Jesus do céu, ele não é um laranja qualquer gente, ele é o braço direito do chefe, aí meu pai, morri já. - Calma pow, não precisa arregalar esse olho de bomba- Falou rindo e eu rir também, Felipe nem parecia ser traficante, que dirás braço direito de um cara super barra pesada. - Cara, eu não imaginava que você era tudo isso, meu Deus, tô dentro da casa do braço direito do cara mais procurado do Rio de Janeiro, você não vai me m***r né? E novamente ele riu, ele deve tá achando que eu sou palhaça, né possível, eu falo "a" e ele já tá rindo, eu hein. - Não Lana, só se você for x9, x9 nos não perdoa - terminei o curativo e levantei, querendo ir embora. - Será que tem como você me deixar na entrada do morro? de lá eu me viro, minha casa não é tão longe de lá. - Perguntei, ele olhou pra me sem entender. - Desculpa baby, mas não vai rolar- Falou, já me assustei né. - Felipe minha mãe é pobre, não tem um centavo ela trabalha fazendo quentinha e como faxineira, meu padrasto é um cachaceiro, pelo amor de Deus, ela não tem dinheiro pra pagar um resgate.- Falei tudo muito rápido com os olhos cheio de lagrima. Continua.....
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR