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767 Palavras

Vicenzo A porta se fechou atrás de nós com um estalo suave, abafando os sons da festa que ainda ecoavam ao longe. A noite lá fora estava viva, mas aqui dentro, o mundo parecia ter parado. Apenas eu e Isadora. Minha esposa. A palavra ainda era nova nos meus lábios. Esposa. Minha esposa. A mulher com quem dividi vôtos diante da máfia, da minha família e dos deuses que talvez nos observem com olhos silenciosos. O pacto de sangue ainda queimava fresco na minha pele. O toque dela, o olhar dela, tudo nela era sagrado agora. Isadora caminhou até a cama com os passos leves, quase silenciosos. O vestido de noiva já tinha sido retirado com cuidado por ela mesma, restando apenas uma camisola branca de cetim que parecia feita sob medida para me deixar louco. A luz suave das velas projetava sombras

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