Narrado por Paolo O som dos sinos ecoava pelas paredes douradas da catedral, como um aviso de que não havia mais volta. A porta se fechava atrás de mim a cada passo que eu dava até o altar. O mundo parecia me empurrar para frente com mãos invisíveis, e mesmo com o peito apertado e a mente distante, meu corpo caminhava firme. Alexei estava sentado na primeira fila, o olhar de águia cravado em mim. Imóvel, frio, satisfeito. Mikhail e os demais conselheiros ocupavam os bancos ao lado, cada um com suas expressões de pedra. Todos ali sabiam o que aquele casamento representava: poder, controle, aliança. E nada, absolutamente nada, tinha a ver com amor. Ekaterina ainda não havia entrado, mas eu sabia que ela viria. Ela era como o inverno russo: pontual, implacável e silenciosamente c***l. O al

