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987 Palavras

Narrado por Paolo O celular tocou enquanto eu estava trancado no escritório, com uma garrafa de vodka pela metade e os olhos fixos nas chamas da lareira. O nome no visor me fez arquear as sobrancelhas. Dario Marino. Atendi com desconfiança. O sangue ainda pulsava forte desde a última conversa que tive com Alexei. Minha cabeça era uma guerra de vozes. E o que eu menos esperava era ouvir a dele. Paolo: Estranho você me ligar… achei que tava mais interessado em me matar. Do outro lado da linha, a risada dele veio leve, quase nostálgica. Dario: Eu não tô tentando te matar, Paolo. Tô tentando te lembrar de quem você é. De que você é meu irmão. Travei a mandíbula, como se isso pudesse conter as lembranças que ele queria me jogar na cara. Lembranças de uma infância separada, de ausências g

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