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924 Palavras

Paolo A mansão em que eu estava parecia ainda mais fria naquela manhã. Francesca caminhava de um lado para o outro, usando uma camisola de seda e o rosto tenso de quem já sabia que algo estava errado. E estava. Eu não consegui dormir direito — e não por causa do quarto luxuoso, da cama de casal macia ou do silêncio absoluto das terras de Alexei Dragunov. Mas pela maldita exigência que ele me fez. Francesca percebeu que eu estava acordado quando entrei na sala com o rosto fechado e a cabeça fervendo. Francesca: — Que foi? A cara tá pior que ontem. Ele te disse mais alguma coisa? Assenti com um leve balançar de cabeça. Ela se aproximou devagar e pousou a mão no meu ombro, como quem sabe que a notícia não será boa. Paolo: — Disse sim. Disse que, se eu quiser ser reconhecido como filho

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