Antônio O som dos passos de Vicenzo ecoava pelos corredores antes mesmo de ele chegar. Meu caçula nunca soube ser discreto, diferente dos irmãos. A porta do escritório estava entreaberta, e ele entrou sem bater, como sempre fazia. Mesmo sendo o mais novo, carregava uma arrogância que me lembrava de mim mesmo na juventude. Talvez fosse isso que me irritava nele. — Chamou, pai? — Ele perguntou, cruzando os braços e se encostando no batente da porta, como se estivesse ali por obrigação. — Entre e feche a porta. — Minha voz era firme, deixando claro que aquele assunto não era para ser tratado de forma casual. Ele obedeceu, mas sua expressão mostrava que ele já estava na defensiva. Assim que se sentou na poltrona à minha frente, eu empurrei a pasta com os documentos para o lado e olhei dir

