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863 Palavras

Antônio A sala estava escura, iluminada apenas pela luz fraca do abajur no canto da mesa. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo barulho do gelo no copo de uísque que eu girava entre os dedos. À minha frente, quatro homens aguardavam em silêncio, atentos a cada movimento meu. Homens de confiança, discretos, eficazes. Eu os escolhi a dedo. Esse serviço precisava ser perfeito. — O trabalho é simples — comecei, colocando o copo sobre a mesa e fitando-os com seriedade. — Mas precisa ser feito com precisão absoluta. Nada pode sair errado. Eles trocaram olhares, atentos. — Estamos ouvindo, senhor — um deles disse. Cruzei os dedos sobre a mesa, mantendo a postura firme. — Quero que vocês eliminem uma mulher. Isadora. Mas não pode ser um assassinato comum. Tem que parecer um assalto,

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